Por Marquezan Araújo
Com o objetivo de fornecer um ensino de qualidade e preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em Santa Catarina, conta, atualmente, com 66 unidades fixas, 23 unidades móveis, além de 454 salas de aula e 726 laboratórios didáticos.
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Alunos de mais de 247 municípios do estado podem optar por cursos de aprendizagem industrial, cursos técnicos, Ensino Médio, graduação, pós-graduação, extensão e qualificação profissional.
O técnico em análise de sistemas Luis Fernando Massaneiro, de 23 anos, conhece bem esse caminho. Há nove anos, o jovem de Blumenau-SC, no Vale do Itajaí, começou o curso de aprendizagem industrial pelo SENAI.
Na época, ainda sem ter certeza de qual carreira seguir, ele deu entrada no curso técnico de informática da mesma instituição. Dessa vez ele acertou e conta que está realizado com o emprego de programador que conseguiu na empresa Senior Sistemas, de tecnologia para gestão empresarial.
De acordo com ele, o sucesso profissional, até então, ele atribui ao que aprendeu no SENAI. “Foi através do curso técnico que eu consegui um estágio na área de programação. Creio que foi ter o curso do SENAI que me abriu as portas para eu entrar no mercado de trabalho”, comenta Luis.
“Eu digo sempre que o SENAI foi o divisor de águas na minha vida profissional, porque a partir dele que eu consegui entrar no mercado de trabalho e, graça a Deus, hoje sou muito bem-sucedido”, acrescenta o jovem.
Futuro incerto
Em dezembro do ano passado, o atual governo anunciou a intenção de reduzir o envio de recursos financeiros que chegam ao Sistema S. Como o SENAI faz parte desse pacote, membros da instituição destacam que há um risco de as atividades do grupo reduzirem na mesma proporção.
De acordo com o diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, em 76 anos de atuação da instituição foram treinadas mais de 73 milhões de brasileiros. “Além de promover um desenvolvimento industrial importante, vigoroso, nós também asseguramos um enorme canal de inclusão social, vocalizando e permitindo que pessoas de baixa renda tivessem um canal de cidadania propiciado pelo SENAI”, destacou.
“O SESI e o SENAI são administrados pela Federação das Indústrias, e isso é importante porque é a representação do empresariado brasileiro, que gera emprego, gera renda, gera desenvolvimento econômico, gera riqueza, e isso é decisivo”, ressaltou Lucchesi.
Os cortes anunciados pelo governo podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos anualmente.