Agronegócios·09 de janeiro de 2018

Produção mundial de arroz deverá cair cerca de 3% em 2018, aponta CNA

<p>O excesso de chuva pode prejudicar as lavouras no sul do Brasil, o que deve aumentar os custos de produ&ccedil;&atilde;o</p>

Por Agência do Rádio
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De acordo com estimativas feitas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produção mundial de arroz deverá cair 3% neste ano. Este seria um reflexo da diminuição de áreas dos principais países produtores, como a Índia, Bangladesh e Filipinas. O assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Alan Malinski, explica como isso pode influenciar o plantio do resto do mundo.

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 “Isto deve fazer com que a produção deva cair. Assim como também as condições climáticas lá não estão tão ideais como foram na safra passada. Então isto vai contribuir também com que a produtividade reduza um pouquinho, fazendo com que a produção sim, tenha uma redução em torno de aproximadamente de 3 a 4%.”

Segundo Alan Malinski, aqui no Brasil, a estimativa da CNA é de uma leve queda de área, por conta de menores investimentos feitos pelos produtores e pelas incertezas climáticas.

“O plantio foi muito irregular; o pessoal acabou perdendo um pouco a janela de plantio devido ao excesso de chuva durante o plantio e também porque o produtor estava descapitalizado. E na safra passada, por mais que nós tivemos uma excelente produção, durante o período de colheita e pós colheita também, o preço caiu consideravelmente e muitos produtores tiveram que comercializar seu arroz abaixo dos preços mínimos. Isto também contribuiu para que o produtor ficasse mais descapitalizado ainda. Então isto contribuiu para que o produtor reduzisse esta área de plantio e também vai reduzir a tecnologia implantada no campo.”

Apesar disso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que são responsáveis por 80% da produção do país, devem ter a área plantada mantida. Os custos da produção no país deverão subir 5 a 7%, puxado principalmente pela energia elétrica, mão de obra e combustível. Já o preço da saca de 50 quilos deve se manter próximos a R$40.

Reportagem, Cintia Moreira.

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