O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou, nesta terça-feira (22), o último recurso do ex-governador do estado Eduardo Azeredo (PSDB) e decretou a prisão do político, condenado a 20 anos e um mês de detenção no caso que ficou conhecido como mensalão mineiro. Na campanha para reeleição em 1998, Azeredo teria utilizado R$ 3,5 milhões desviados de estatais mineiras.
Azeredo é investigado pela Justiça há cerca de 11 anos. Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2007, o tucano era senador e, portanto, tinha foro privilegiado. Mais tarde, em 2014, quando o Ministério Público pediu sua condenação ao STF, o político, já como deputado federal, decidiu renunciar ao cargo. Assim, perdeu o direito ao foro fazendo com que o processo fosse enviado para a primeira instância, tendo que ser reiniciado do zero.
Com a colaboração de João Paulo Machado, reportagem Raphael Costa