O presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), pediu, nesta terça-feira (17), a prorrogação da discussão do parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer. O prazo para a conclusão dos trabalhos se encerrava nesta terça-feira, já que de acordo com o Regimento Interno da Câmara, a partir da apresentação da defesa, a discussão precisa ser concluída em cinco sessões plenárias. Por isso, Rodrigo Pacheco pediu ao presidente da Casa, Rodrigo Maia, a prorrogação por mais três sessões.
“O prazo que eu pedi de mais três sessões é um excesso de zelo, justamente para que possamos terminar com tranquilidade, garantindo que todos os deputados que queiram falar, possam falar na discussão dessa matéria.”
Na sessão desta terça-feira, os governistas usaram o mínimo possível das falas de que tinham direito. A estratégia tem o intuito de acelerar a discussão e fazer com que a votação do relatório aconteça o mais rápido possível.
O presidente da CCJ avalia que a atitude dos governistas é legitima, mas ressalta que todos os parlamentares que tiverem direito a fala, poderão se manifestar. Pacheco avalia que as discussões sobre o parecer devem ser concluídas nesta quarta (18).
“É difícil fazer esse prognostico de horas, porque hora se chama o deputado e ele não está presente, deputados que não se utilizam de todo o tempo de 10 ou de 15 min, dependendo da sua condição. Então, é difícil fazer essa estimativa.”
Prevista para quinta-feira (19), a votação do parecer do deputado Bonifácio de Andrada, que é contrário ao prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer, será nominal. Para ser aprovado, o relatório precisa de no mínimo 34 votos, ou seja, o apoio da maioria dos parlamentares da comissão.
Reportagem, João Paulo Machado