Economia - Construção civil·26 de setembro de 2022

Preços da construção civil atingem segunda menor taxa do ano e fecham agosto com variação de 0,58%

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) caiu 0,90 ponto percentual em relação a julho

Por Thiago MarcoliniJornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.
Áudio · 00:02:14
Ouvir áudio · 00:02:14Copiar texto

Os preços medidos pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) referentes a agosto tiveram variação de 0,58% e registraram a segunda menor taxa do ano, acima apenas de fevereiro. Em relação a julho, a queda foi de 0,90 ponto percentual. O SINAPI é a ferramenta pela qual a Administração Pública, seja Federal ou outras que estejam manuseando verba federal, estabelece os valores dos insumos e serviços necessários às obras e serviços de engenharia.

O acumulado de doze meses ficou em 13,61%, pouco abaixo dos 14,07% registrados nos doze meses anteriores. As duas parcelas do índice, materiais e mão de obra, apresentaram desaceleração nos últimos três meses. “A parcela dos materiais, com 0,69%, apresentou queda tanto em relação ao mês anterior como agosto de 2021. Em agosto a parcela da mão de obra, apesar dos acordos coletivos firmados no período, caiu 1,20 ponto percentual em relação a julho" explica Augusto Oliveira, gerente do Sinapi.

A região Norte teve a maior variação entre todas no Brasil e fechou agosto com taxa de 1,43%. O preço do metro quadrado mais barato, no entanto, ficou com o Nordeste (R$ 1.549,97), seguido pelo Norte ( R$ 1.645,35) e Centro-Oeste (R$ 1.676,13).  Com alta na parcela de materiais e reajuste nas categorias profissionais, Rondônia foi o estado com a maior variação mensal, 5,67%, seguido pelo Amazonas, com 3,19%. 

"Isso é um resultado muito bom porque começa a cair um pouco o custo dos insumos e repercute um pouco na inflação. Temos visto ao longo dos últimos meses uma deflação, resultado de algumas atitudes principalmente em relação a combustíveis e energia, com isso também deflação em relação ao SINAPI”, destaca Emerson Fidel, vice-presidente de Assuntos de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) e presidente do Sinduscon-Rondônia. 

Fidel avalia como positivo o cenário da construção civil para os próximos meses. “Acreditamos que, mantida a queda nos próximos meses, comenta também novos empreendimentos e incrementos de renda para as pessoas, principalmente por aquecer a construção civil, que mais emprega e cresce nos últimos 12 meses”, conclui.

Indústria da construção em alta

O setor da construção civil avançou 2,2% no último trimestre, o oitavo consecutivo, segundo dados do IBGE. O crescimento teve reflexo na alta de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. No acumulado de seis meses, foi a atividade industrial com maior crescimento: 9,5%.

O número de vagas de trabalho também é positivo no setor. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 184 mil novas vagas entre janeiro e junho deste ano, número que corresponde a 13,8% da geração de postos formais de trabalho no Brasil nos primeiros seis meses de 2022. 

O Sinapi

O Sinapi é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal, e é realizado por meio de acordo de cooperação técnica. Cabe ao IBGE a responsabilidade da coleta, apuração e cálculo, enquanto o banco fica responsável pela definição e manutenção dos aspectos de engenharia, como projetos, composições de serviços, por exemplo.

Acesse aqui os dados do Sinapi.

Áudio
Áudio

O setor da construção civil é um dos que mais cresce na indústria brasileira, avançou 2,2% no último trimestre, o oitavo consecutivo, segundo dados do IBGE. O crescimento teve reflexo na alta do PIB no segundo trimestre. 

Foram 184 mil novas vagas entre janeiro e junho deste ano, número que corresponde a 13,8% da geração de postos formais de trabalho no Brasil nos primeiros seis meses de 2022. 

Reportagem, Thiago Marcolini
 

Últimas notícias

Orçamento

IFI projeta que cumprimento da meta fiscal de 2027 pode exigir corte de R$ 35,7 bilhões

Café

Café, açúcar e milho: confira cotações para esta segunda-feira (26)

Boi Gordo

Boi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta segunda-feira (26)

Soja

Soja e trigo: confira os preços dos grãos para esta segunda-feira (26)

Empreendedorismo feminino

Com bancada fortalecida, Rede Parlamentar Feminina dará início às articulações em 2027

Sobre a repórter

Thiago Marcolini

Jornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.