Economia·07 de novembro de 2017

Polo automotivo de Goiana deve gerar mais de 47 mil postos de trabalho em PE até 2020

<p>Segundo estimativa do governo estadual, f&aacute;brica da Jeep responder&aacute; em tr&ecirc;s anos por 6,5% do PIB pernambucano</p>

Por Agência do Rádio
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Por Tácido Rodrigues

A produção industrial brasileira fechou o terceiro trimestre de 2017 com um crescimento de 1,6%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE na última semana. O levantamento indica que o aumento na fabricação de veículos automotores foi o principal responsável pelo avanço. Este ano, o setor acumula alta de 14,8% e, em relação a setembro de 2016, o aumento na produção foi de 20,9%. Em comparação com agosto deste ano, o setor cresceu 1%.

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Pernambuco é um dos estados responsáveis por esse aumento de produção, já que desde 2015 abriga o Polo Automotivo Jeep de Goiana. Segundo a montadora italiana, a fábrica já gerou mais 8.000 empregos na região e tem capacidade instalada para produzir mais 250 mil carros por ano. O engenheiro André Dantas, responsável pela engenharia eletrônica dos carros produzidos no polo automotivo, foi um dos desempregados no estado que conseguiu trabalho com a chegada da marca ao Brasil. Segundo ele, a fábrica é uma das mais modernas e tecnológicas do mundo e proporciona um crescimento profissional significativo. “Essa planta aqui foi concebida nos moldes de pegar os melhores princípios do WCM, que é o World ClassManufacture. É um selo de reconhecimento internacional que garante que a fábrica está apta a trabalhar nos melhores padrões do grupo inteiro”, contou.

A deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE) afirma que os investimentos do governo federal em qualificação profissional dos pernambucanos foram decisivos para que a mão de obra local fosse aproveitada no polo automotivo de Goiana e em outras áreas industriais. “Primeiro que houve uma mudança na matriz econômica de Pernambuco. Foi possível se inserir Pernambuco nas cadeias mais dinâmicas, na farmoquímica, na automobilística, na indústria naval, na petrolífera. E só foi possível fazer isso através de uma política pública do Ministério do Desenvolvimento, que financiou a formação de vários pernambucanos e pernambucanas”, ressaltou.

Segundo estimativa do governo estadual, o polo automotivo responderá por 6,5% do PIB pernambucano até 2020 e injetará R$ 2,1 bilhões na massa salArial do estado. Além disso, os gestores também projetam a geração de 47,5 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

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