LOC [JANARY]: Olá para você que resolveu dar uma Pausa para Saúde. Eu sou Janary Damacena e estou acompanhado pela querida Aline do Valle, juntamente com o nosso áudio design, Fabrício Lázaro. No bate papo dessa semana, vamos tratar um pouco sobre a importância de todas as pessoas receberem as vacinas mais importantes, principalmente na fase da infância, que é quando a criança precisa de um adulto para ir até o posto de vacinação.
LOC [ALINE]: E porque estamos falando sobre vacinação de forma tão ampla? Essa é uma questão simples de responder! Por conta das extensas campanhas de vacinação de anos anteriores fizeram com que muitas doenças deixassem de ameaçar a população, até que em 2016 e 2017, houve queda na cobertura vacinal no Brasil, o que levou as autoridades de saúde a se preocupar com o risco da reintrodução de doenças já eliminadas ou erradicadas no país, como a caxumba, poliomielite, rubéola, sarampo e coqueluche.
LOC [JANARY]:Então para resgatar a importância da vacinação contra essas doenças e manter toda população protegida, o Ministério da Saúde está realizando a campanha de vacinação que traz relatos comoventes de pessoas acometidas por algumas dessas doenças e traz uma mensagem forte: Contra o arrependimento, não existe vacina.
LOC [ALINE]: Pois é, Janary, mas o objetivo dessa campanha também é mostrar que as baixas coberturas vacinais podem ser mais perigosas do que podemos prever, já que elas abrem caminho para a reintrodução de doenças que podem até matar e já estavam eliminadas no Brasil. E olha só, Janary, nessa edição do Pausa para Saúde nós estamos com a participação especial da Patrícia Cordeiro, nossa colega da TV Saúde.
LOC [PATRÍCIA]: Olá Aline e Janary, é bom estar de voltar aqui no podcast! O que não está muito bom é o dado preliminar da cobertura vacinal de 2018 para crianças menores de dois anos. O levantamento mostra que até agosto, o total de crianças vacinadas estava em torno de 50% e 70%, sendo que o Ministério da Saúde recomenda que a cobertura fique acima de 90% ou 95%, a depender da vacina. Isso, de acordo com a área técnica, significa que mesmo que ainda não sejam dados definitivos esses índices são considerados muito baixos.
LOC [JANARY]: Patrícia, durante esse levantamento, que é uma rotina entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, também foi verificado pelas equipes de saúde que outra causa para os baixos índices de vacinação é a desinformação provocada por boatos de que as vacinas não funcionam ou que trazem graves efeitos colaterais.
LOC [PATRÍCIA]: É isso mesmo Janary, esses boatos e as notícias mentirosas, com títulos exagerados e que parecem ser informações verdadeiras são, na realidade, Fake News. E a todo momento nós recebemos esse tipo de conteúdo pelas redes sociais. O problema desse tipo de mentira, é que podem prejudicar a vida das pessoas, principalmente quando tratam de assuntos ligados à saúde, pois, às vezes, é difícil identificar se aquela informação é verdadeira ou não. Isso causa um desconhecimento da própria gravidade das doenças, fazendo com que muitas pessoas não tenham noção do risco representado por elas e passem a se preocupar mais com possíveis eventos adversos do que com a prevenção de doenças consideradas graves.
LOC [ALINE]: E essa questão de notícias falsas e boatos, é um dos grandes problemas atuais que gera a resistência de pais e responsáveis em levar as crianças ao posto de vacinação. Sobre este assunto nós temos um comentário da doutora Carla Domingues, que é coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.
SONORA [CARLA]: “Na medida que a população não conhece mais a doença e ela desconhece a importância da vacina. Quando ela recebe uma notícia falsa ela começa a colocar em dúvida a qualidade dessa vacina e a sua segurança e começa a achar que os eventos adversos que essa vacina pode trazer que são gráficos que podem inclusive levar à morte e que isso não tem nenhum fundamento científico. Vacina foi feita para proteger a saúde da população e foi graças a vacina que nós erradicamos apoio do nosso país não é uma doença que acontecia mais de 10 mil casos, eliminamos o sarampo é uma doença que acontecia mais de 100 mil casos por ano, então você vê que vacina protege. Evento adverso acontece como qualquer medicamento está sujeito a correta de eventos adversos mas esses eventos geralmente são leves são dores locais um pouco de febre mal-estar que é a forma como o organismo tento demonstrar que ele está querendo anticorpos protetores para aquelas doenças então efetivamente vacinas protegem elas não fazem mal à saúde quando você começa a circular essas notícias principalmente nas redes sociais que as pessoas tomaram a vacina que morreram que elas tiveram sequelas irreparáveis a população fica com medo dela ela passa acreditar aquela notícia falsa e começa não comparecer os postos de saúde para se vacinar”.
LOC [JANARY]: E quando nós falamos que a prevenção é um caminho importante, queremos com isso explicar que uma criança desprotegida pode acabar doente e ter sequelas que dificultarão o resto de sua vida. Esse é o caso da Eliana Zagui, que teve pólio quando pequena e, desde então, ficou tetraplégica.
SONORA [ELIANA]: “Tenho 44 anos e com um ano e 9 meses contrai poliomielite, a qual me paralisou do pescoço para baixo, e com isso me obrigou a usar o respirador por 24 horas sendo que poderia ser evitado se eu tivesse tomado a vacina contra poliomielite. Até descobrir o porquê de não mexer mais as pernas, tanta febre assim, um médico do interior de São Paulo fez o exame da medula espinhal e constatou poliomielite. Então eu fui parar no Hospital das Clínicas, aonde era a referência para tratar a poliomielite e onde eu estou há 42 anos”.
LOC [ALINE]: Por isso buscar informações de qualidade e confiança é sempre importante para proteger as crianças.E quem já sabe como funciona essa proteção que as vacinas oferecem e compreende a importância de levar as crianças ao posto de saúde é o servidor público Ricardo Barbosa. Ele é pai da Isabella de oito meses e mesmo antes da pequena nascer, ele já tinha feito uma grande busca por informações sobre vacinação.
SONORA [RICARDO]: “Quando você corre atrás das informações por conta própria, corre atrás de paper, de artigos científicos, fica claro, ali, o porquê da proteção e quão grave é o problema de você não vacinar a sua criança. Tem um motivo da vacina agir daquele jeito. E outra coisa é você verificar as crianças que passaram por problemas por não serem vacinados, problemas como paralisia infantil, assim que você fica bem impactado, como que uma coisa que poderia ser evitada e não foi. Quando você vê que poderia ter aumentado as chances de proteção de uma pessoa por conta de uma vacina, e você não o fez, às vezes até por falta de informação, é triste. E poxa, é minha filha né!? Então a primeira coisa que com o que eu me preocupo é com a maior proteção possível, com toda segurança que tem. Então uma vez que você se informa, você se sente mais seguro, você parece que sente preparado para o que vai vir, tanto das reações, quanto ao benefício para a proteção dela. Então tem para mim está muito claro, uma vez que você se informa, o porquê de vacinar”.
LOC [JANARY]:Certo está o Ricardo, que é pai de primeira viagem e cuida muito bem da saúde da Isabella. Mas o Ministério da Saúde tem investido esforços também em ampliar a capacitação dos profissionais de saúde, para que detalhes simples como conferir a caderneta de vacinação, não deixe de ser hábito. A doutora Carla Domingues explica mais sobre essa atenção especial aos médicos.
SONORA [CARLA]: “O Ministério da Saúde está trabalhando ativamente com as sociedades médicas, a sociedade de pediatria, de infectologia, a de geriatria entre outras, para que a gente possa fazer um elo entre o profissional de saúde associado a essas entidades e a população no sentido de formar os profissionais. Muitos profissionais não viram caso de sarampo um caso de poliomielite difteria então eles também começam a não dar muito valor para vacina né antigamente todo profissional de saúde principalmente o pediatra na primeira coisa que ele fazia ao fazer uma consulta numa criança para olhar caderneta de vacinação porque ele sabia da importância dessas vacinas, ele sabia que você essa criança não tivesse avidamente vacinada, com certeza essa criança que iria adoecer. À medida que as doenças não existem mais os funcionários parece também que não deixando de avaliar essa caderneta da mesma forma como fazer um passado”.
LOC [ALINE]: E antes de encerrarmos o nosso podcast desta semana, é importante a gente deixar uma mensagem para todos os pais, mães e responsáveis por crianças de todo o Brasil. Mas quem vai dar o recado é a Eliana Zagui.
SONORA [ELIANA]: “Com tudo isso, eu peço a você, mãe, que vacine seu filho porque não vacinar pode acarretar tantas coisas e você não está preparada para encarar. Não só o fato do filho não andar, mas o preconceito em todos os aspectos e isso é muito doído muito sofrido, não sabe quem tem a poliomielite, mas como para quem convive com quem está com filho com a paralisia infantil, independente da altura que pega doença. Então, vacine seu filho”.
LOC [JANARY]: Então nós só temos a agradecer a todos que participaram dessa edição do Pausa para Saúde.Obrigado por compartilharem um pouquinho das suas experiências para alertarmos a população sobre a necessidade de voltar a vacinar as crianças! Mas infelizmente está na hora de encerramos essa edição do Pausa para Saúde. Para você que nos ouve, um ótimo restante de semana. E se você quiser ouvir outros programas e acompanhar nosso Podcast de perto é só ficar e olho nas nossas redes sociais. Facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude.
LOC [ALINE]: Ah, Janary vale a pena a gente destacar também, que é possível acompanhar conteúdos sobre a campanha de vacinação por meio da #falagotinha. E se você, ouvinte, quiser participar do nosso programa, é só enviar uma mensagem pro nosso WhatsApp pelo telefone (61) 9-9288-9677. Mande em formato dizendo formato de áudio dizendo o seu nome, cidade e estado. Exemplo: Meu nome é Aline do Valle, sou de Brasília, Distrito Federal. E então, fale sua dúvida ou sugestão de tema para o Podcast. Lembrando: nosso telefone é (61) 9-9288-9677.