Saúde - Covid-19·03 de julho de 2020

Pico da pandemia no Brasil deve ocorrer em agosto, segundo a OMS

Brasil deve ter ápice de casos de Covid-19 junto com Argentina, Bolívia e Peru

Por Thiago MarcoliniJornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.
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A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que o Brasil ainda não chegou ao pico do coronavírus. A avaliação da entidade é que o país enfrente o auge dos casos da Covid-19 em agosto, junto com outros países da América do Sul, como Argentina, Peru e Bolívia.

O Brasil iniciou o segundo semestre de 2020 com mais de 60 mil mortes por coronavírus e é o principal local de proliferação da doença na América Latina. O país vem oscilando no número diário de casos confirmados, mas desde o dia 29 de junho vem apresentando crescimento na curva de contaminação.

“Conforme as condições atuais, acredita-se que a pandemia atingirá um pico no Chile e na Colômbia em meados de julho, mas na Argentina, Brasil, Bolívia e Peru só em agosto, e a Costa Rica só achatará sua curva de infecções em outubro”, avaliou a diretora da Opas, Carissa Etienne, em entrevista coletiva. 

Na opinião do médico infectologista e especialista em saúde pública, doutor Eder Gatti, as dimensões continentais do Brasil dificultam a projeção do cenário da Covid-19 no país. Para Gatti, o pico da doença ainda está por vir.

“Hoje vivemos um cenário onde atingimos um número significativo de casos e óbitos, mas ainda há um grande número de suscetíveis à nossa população em diversas localidades do país. Isso mostra que a doença ainda tem muito que evoluir no Brasil. Então, acredito que a gente ainda não viu o pico, vamos ver isso mais para frente”, opina. 

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Interiorização

O Ministério da Saúde alertou nesta semana para o avanço da Covid-19 no interior do país. Os números da pasta apontam que os casos em municípios do interior têm avançado mais rápido do que em capitais e regiões metropolitanas.

Segundo o Governo Federal, 90,1% dos 5.570 municípios brasileiros apresentam registros confirmados de coronavírus. No cenário das mortes, o percentual cai quase pela metade – 2.551 cidades (45,8%) já registraram óbitos por Covid-19. 

“O coronavírus se apresenta em diferentes estágios nas mais diversas localidades do país. As grandes metrópoles registraram uma ocorrência e ascensão mais precoce do vírus. Agora estamos vendo o fenômeno de interiorização e um aumento significativo e isso está empurrando para cima os dados brasileiros. Certamente mantenhamos números ascendentes”, destaca o doutor Eder Gatti.

No Nordeste, por exemplo, no intervalo de uma semana, houve aumento de 5% nos casos confirmados e 6% nos óbitos. Já no Centro-Oeste, os números sobem 9% de aumento nos casos e 36% nas mortes.

Segundo o painel de monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, são quase 11 milhões de registros confirmados de coronavírus ao redor do mundo. 


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Segundo o painel de monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, são quase 11 milhões de casos confirmados de coronavírus ao redor do mundo. 

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Sobre a repórter

Thiago Marcolini

Jornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.