O trabalhador que conclui sua formação em cursos técnicos pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. A afirmação é prevista em dados de pesquisa realizada pela PUC do Rio de Janeiro.
Além disso, os cursos técnicos profissionais podem ser caminhos mais curtos para o emprego e não eliminam a possibilidade o estudante cursar a universidade no futuro. Para a Diretora de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, do Piauí, Sandra Ataíde, o estudante precisa desmistificar o ensino universitário como única porta de entrada no mercado de trabalho.
“O que acontece aqui no estado? Os jovens preferem concluir o Ensino Médio e irem participar, no caso, do Ensino Superior, a realmente irem participar de um curso técnico que já tem garantida a sua vaga no mercado de trabalho.”
No Piauí, quase 30 por cento dos jovens, entre 18 e 24 anos, estão desempregados, de acordo com dados da PNAD, do IBGE, e os motivos que levam o estado a registrar números negativos podem ser a qualidade do ensino básico regular oferecido nas salas de aula.
A falta de conhecimentos básicos em matemática, português, ciências e tecnologias, por exemplo, prejudica o jovem quando ele passa a buscar emprego no mercado de trabalho.
Já que, esses conhecimentos são repassados aos estudantes de forma ineficaz pela educação básica regular, a melhor alternativa para o jovem piauiense driblar o desemprego é investir em cursos técnicos profissionais, como recomenda a especialista em Administração da Universidade de Brasília (UnB), Débora Baren.
“O curso técnico ajuda o indivíduo a entender que não pode ficar só na teoria. Vai aprender fazer, pegar numa máquina, construir, construir habilidade técnica. Aí, consegue realmente mudar o país. E são investimentos a curto prazo. Em cinco, dez anos, você muda a realidade do país.”
Cerca de 80 por cento dos estudantes de cursos técnicos profissionais conseguem emprego logo no primeiro ano após a formatura, de acordo com o SENAI.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Paulo Henrique Gomes