Economia·24 de fevereiro de 2020

Petróleo menos poluente do pré-sal se valoriza no mercado internacional e aumenta lucros da Petrobras

Óleo brasileiro tem menor teor de enxofre e cumpre exigência da Organização Marítima Internacional (IMO) para o uso na navegação

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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As novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO) para reduzir a emissão de enxofre tem ajudado a manter altos o valor do petróleo do pré-sal e os lucros da Petrobrás. Isso porque o produto das reservas brasileiras tem baixo teor de enxofre, o que o torna menos poluente. As regras da IMO são voltadas para o óleo utilizado na navegação e começaram a valer em janeiro. A medida já era prevista, então nos últimos anos a estatal investiu em métodos para diminuir a quantidade de enxofre em seus produtos. Por isso, desde o ano passado o petróleo do pré-sal vem sendo valorizado. No começo de 2019 barril era cerca de US$ 4,15 mais barato do que o petróleo Brent, produto estrangeiro usado como referência para o preço do óleo no mundo. No final do ano, o produto brasileiro chegou a ser vendido US$ 4 mais caro do que o Brent. Esse foi um dos fatores que contribuíram para que a Petrobras registrasse o lucro recorde de R$ 40,1 bilhões em 2019, aumento de mais de 55% em relação ao ano anterior.

 As novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO) para reduzir a emissão de enxofre tem ajudado a manter altos o valor do petróleo do pré-sal e os lucros da Petrobrás. Isso porque o produto das reservas brasileiras tem baixo teor de enxofre, o que o torna menos poluente. As regras da IMO são voltadas para o óleo utilizado na navegação e começaram a valer em janeiro. A medida já era prevista, então nos últimos anos a estatal investiu em métodos para diminuir a quantidade de enxofre em seus produtos. Por isso, desde o ano passado o petróleo do pré-sal vem sendo valorizado. No começo de 2019 barril era cerca de US$ 4,15 mais barato do que o petróleo Brent, produto estrangeiro usado como referência para o preço do óleo no mundo. No final do ano, o produto brasileiro chegou a ser vendido US$ 4 mais caro do que o Brent. Esse foi um dos fatores que contribuíram para que a Petrobras registrasse o lucro recorde de R$ 40,1 bilhões em 2019, aumento de mais de 55% em relação ao ano anterior.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.