Ciência & Tecnologia·09 de novembro de 2018

Pesquisadores desenvolvem material que reduz toxicidade de elementos da indústria, no Rio de Janeiro

Por Agência do Rádio

Por Sara Rodrigues

Melhorar as condições de trabalho dos empregados na indústria é um dos objetivos dos Centros de Inovação do SESI. Por isso, pesquisadores da unidade de Higiene Ocupacional, no Rio de Janeiro, desenvolveram um estudo para reduzir a toxicidade de um elemento químico, para torna-lo inofensivo à saúde.

Nos laboratórios do Centro de Inovação SESI de Higiene Ocupacional, os pesquisadores descobriram que era possível e conseguiram transformar um elemento químico chamado cromo 6 (hexavalente), que é extremamente prejudicial e pode causar câncer, no elemento cromo 3 (trivalente), que é inofensivo à saúde.

Antônio Fidalgo é biomédico e coordena a equipe da unidade de Higiene Ocupacional. Ele explica que após o êxito da pesquisa, o novo desafio é saber como tornar esse material palpável para o trabalhador.

“Uma das possíveis aplicações é a gente conseguir agregar esse material que a gente conseguiu nas máscaras que protegem contra compostos orgânicos. Além disso, essa máscara faria a redução da toxicidade, fazendo com que o trabalhador fique protegido dessa exposição”, explica Fidalgo. Ele diz ainda que os pesquisadores vão tentar encontrar meios de aplicar o material para tratamentos de água.

A pesquisa foi feita em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. A ideia é que esse produto, quando estiver pronta, possa ser comercializado para as indústrias do estado e do país. Dessa forma, os funcionários podem ter um ambiente de trabalho mais seguro, e a empresa previne acidentes e afastamentos, e consequentemente gastos previdenciários.

Centros de Inovação SESI

Ao todo, o Serviço Social da Indústria (SESI) possui 8 Centros de Inovação. Todos desenvolvem soluções em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) para atender as necessidades da indústria, promovendo a saúde dos empregados.

No caso do Centro de Inovação SESI de Higiene Ocupacional, inaugurado no Rio de Janeiro em 2016, o trabalho busca inovar na identificação e controle de substâncias químicas.

Segundo Antônio Fildalgo, o centro de inovação “trabalha com qualquer coisa envolvendo a higiene ocupacional, que em resumo, são condições saudáveis de trabalho. Tudo o que a gente possa prevenir e reduzir o risco”, afirma.

Atualmente, a indústria é responsável por empregar mais de 570 mil pessoas no Rio de Janeiro, o que representa 15% do emprego formal do estado.

Os outros sete Centros de Inovação são voltados para Economia para Saúde e Segurança, Ergonomia, Fatores Psicossociais, Tecnologias para a Saúde, Sistemas de Gestão em SST e Prevenção da Incapacidade.

De acordo com o Portal da Indústria, os objetivos dos centros são: reduzir o número de acidentes no trabalho, diminuir os custos por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, aperfeiçoar a performance do trabalhador na indústria, expandir a cultura de prevenção e gestão de riscos e contribuir para o aumento da produtividade das empresas.
 

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