Uma pesquisa da Organização Não-Governamental Todos pela Educação apontou que aproximadamente 40% dos profissionais nunca fizeram cursos gerais de informática ou de tecnologias digitais em Educação. A falta de oportunidade de formação é apontada como a causa para o não uso da tecnologia digital em sala de aula.
Outro levantamento da ONG que chama atenção é relacionado à formação inicial dos profissionais. Cerca de 71% dos professores do Brasil estão insatisfeitos com o ensino dado nas graduações. Para os profissionais, falta principalmente prática da profissão, como gestão de sala de aula e fundamentos e métodos de alfabetização.
A necessidade do mercado de trabalho em ter profissionais mais capacitados fez com que, em 2015, o Serviço Social da Indústria (SESI) abrisse uma faculdade de Educação em São Paulo. A instituição de ensino oferece cursos de graduação, pós e extensão, além de atividades de pesquisa relacionadas à educação.
Na entidade membra do Sistema S, os alunos optam por uma das áreas de conhecimento disponíveis, entre Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Além da parte teórica, os estudantes têm ainda uma residência educacional em que os alunos acompanham na prática a rotina da sala de aula.
Para o diretor da Faculdade de Educação do SESI, Fernando Antônio Carvalho de Souza, a residência vem mostrando resultado positivo ao longo dos últimos dois anos.
“Os dois anos de trabalho intenso com a residência mostrou que hoje a residência é bem aceita pela unidade escolar e o residente se sente gratificado por estar participando, por estar de alguma forma, entre aspas, ser um professor ajudante”.
A Faculdade de Educação do SESI de São Paulo encerrou 2018 com 198 alunos. Em todas as unidades da entidade no estado, que abrange ainda as áreas cultura e de atendimento à empresas, são mais de 110 mil alunos.
Mas em 2019 a história das entidades do Sistema S pode ser diferente. Isso porque a ideia do Governo Federal de reajustar as contas públicas tem o Sistema como um dos cortes previstos. A redução no valor do repasse anual já era anunciado antes mesmo do novo governo tomar posse.
O governo ainda não confirmou o valor do corte no repasse ao Sistema S, mas a diminuição no montante destinado ao Sistema poderá ser de 30% a 50%.
Reportagem, Thiago Marcolini