O site da Câmara dos Deputados revelou nesta semana os vídeos da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa, homologada no mês de agosto pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
No depoimento, Corrêa citou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e afirmou que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) era uma "máquina de arrecadar dinheiro".
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Corrêa detalhou as relações entre os partidos políticos e as diretorias da Petrobras, citando as diretorias de abastecimento e a diretoria da área internacional. Em uma das falas, o delator afirma que o presidente Lula teria pressionado o então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, para que ele nomeasse Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento.
Em outra oportunidade, Corrêa afirma que o ex-presidente teria ligado para Paulo Roberto Costa para confirmar se as propinas ao Partido Progressista estariam sendo pagas ‘direitinho’.
O ex-deputado chegou a falar sobre as negociações envolvendo o governo Lula, na compra do apoio político do PMDB. Corrêa afirmou ainda que o ex-presidente Lula sabia que o esquema do mensalão não era caixa dois de eleição, mas sim um meio de arrecadar propina para manter partidos políticos na base aliada.
Condenado na Lava Jato a 29 anos e cinco meses de prisão, o ex-deputado Corrêa já havia citado Lula em depoimento como testemunha no processo que envolve o triplex no Guarujá. No caso, Lula foi condenado a 9 anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da13ª Vara Federal de Curitiba-PR.
Com a colaboração de João Paulo Machado, reportagem, Marquezan Araújo