Economia·13 de novembro de 2017

Participação da indústria no PIB registra queda

<p>Em 2006, a participa&ccedil;&atilde;o brasileira na ind&uacute;stria mundial era de 2,74%. Em 2016, caiu para 1,84%</p>

Por Agência do Rádio
Copiar texto

O País vem registrando queda na participação da indústria na economia brasileira. Em 2006, a indústria tinha participação de 27,7% no PIB, Produto Interno Bruto. Em 2016, houve recuo na atividade para 21,2%, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria.

O Brasil também perdeu espaço no setor industrial mundial entre 2006 e 2016, de acordo com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial. Em 2006, a participação brasileira na indústria mundial era de 2,74%. Em 2016, caiu para 1,84%. A China, por exemplo, tinha 12,56% de participação no setor em 2006. Em 2016, subiu para quase 25%.

O diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento, Carlos Alexandre da Costa, defende que a indústria está passando por um processo de modernização e que a tendência é que essa participação no PIB volte a crescer.

“Quando um país vai enriquecendo, parte do valor adicionado da atividade industrial pura vai caindo. No entanto, a chamada densidade industrial, que é a produtividade por trabalhador na indústria, aumenta. Ou seja, a indústria vai se sofisticando, ela vai contando com outros serviços que aumentam a produtividade da indústria.”

O gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirma que o País precisa reduzir custos para voltar a crescer.

"Um país dessa magnitude, dessa extensão territorial, evidentemente que precisa de um setor industrial dinâmico, moderno, com capacidade inovadora, competitivo. Então, nós precisamos fazer com que produzir no Brasil custe menos.”

Em pesquisa divulgada pelo IBGE na semana passada, a indústria apresentou crescimento tímido de 0,2% na passagem de agosto para setembro. Na região Norte, os estados do Pará e do Amazonas foram avaliados. Somente o Pará registrou resultado positivo, com crescimento de 2,0%. O economista e ex-prefeito de Rio Branco Angelim (PT-AC) afirma que a infraestrutura das rodovias, ferrovias e hidrovias, em especial a do Norte, ainda é deficitária e pode encarecer os produtos. Para ele, é preciso que o Brasil aposte no potencial interno.

“Uma das grandes questões do Brasil é que precisamos trabalhar mais, agregar valor às nossas matérias primas. Um país que tem uma política industrial consistente, madura, ele agrega valor a essas matérias primas, ele processa.”

Na avaliação do terceiro trimestre da atividade industrial no Norte, o Pará teve variação positiva de 12,1%, enquanto o Amazonas registrou 3,9%.

Reportagem, Jalila Arabi. 

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Agência do Rádio