Por Marquezan Araújo
Não se trata do modelo de banheiro químico que já conhecemos. Esse contém uma estrutura metálica enxuta, piso de baixa espessura e acabamentos populares.
A empresa mencionada é a Offsite Brasil Construções Industrializadas. O representante da companhia, Eduardo Werneck, dá um exemplo de como o projeto funcionaria em uma obra com cem apartamentos. “Em vez de você fazer 100 banheiros no local da obra, ele sai da fábrica pronto, com cerâmica, louça, tubulação e fiação, e é levado até a obra para apenas ser encaixado na unidade habitacional”, explica Werneck.
Eduardo Werneck conta que o projeto dos banheiros pré-fabricados precisava de um apoio técnico e financeiro. Foi aí que ele procurou informações sobre o Edital de Inovação para a Indústria.
“A gente tinha desenvolvido uma tecnologia diferente e estávamos procurando uma forma de validá-la no mercado. Fomos conversar como pessoal do SENAI e vimos que poderia ser uma alternativa para a gente conseguir fazer esses testes, que são caros”, disse.
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De iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI), esse instrumento de fomento ajudou mais de 800 empresas brasileiras a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores. O Edital de Inovação existe desde 2004.
Ainda segundo Werneck, o projeto já passou pela fase de testes e validação. No entanto, aguarda modificações no mercado para favorecer a movimentação do produto entre produtores e consumidores.
Edital de Inovação
Com o objetivo é estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria, as instituições do Sistema “S” (SENAI, SEBRAE e SESI) criaram, em 2004, o Edital de Inovação para a Indústria.
Até agora, mais de 800 empresas tiveram ajuda para se tornarem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores, alcançados pela iniciativa. Em outubro, o Edital alcançou a marca de mil projetos inovadores selecionados. Ao todo, foram investidos mais de R$ 545 milhões.
O gerente de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Paraná, Felipe Couto, afirma que a evolução da produção indústria depende da atenção que o poder público para a área de inovação. “A perspectiva do início de um novo governo em relação à inovação é importante por ser estratégico para o Brasil. Não é uma ação exclusiva do governo brasileiro em relação a indústria nosso país, mas é uma preocupação de governos em vários lugares do mundo”, destaca.
Atualmente, o Brasil se encontra na 64ª posição do Índice Global de Inovação (IGI). Nos últimos dois anos, o Brasil ocupava o 69º lugar. No nível global, a liderança da escala continua com Suíça, Reino Unido e os Estados Unidos. A melhor colocação do Brasil já registrada foi em 2011, quando o país ocupava a 47ª.