Saúde·24 de abril de 2019

PARAÍBA: Diagnóstico rápido e atendimento especializado são aliados no combate à hanseníase

Na Paraíba, só no ano passado, foram registrados 517 novos casos da doença

Por Agência do Rádio
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A hanseníase é uma das doenças mais antigas a qual o homem tem contato. Ainda assim, o desconhecimento e a falta de preocupação de grande parte dos brasileiros fez com que a Organização Mundial da Saúde emitisse um Boletim Epidemiológico, chamando atenção para os quase 210 mil novos casos da doença, registrados em 2017, ano do último balanço mundial.

O Brasil está na segunda posição entre os 150 países que registraram notificações, com 26.875 novos casos. Para quem busca informação, a doença causa menos espanto quando chega a notícia do diagnóstico. É o caso da professora aposentada Maria da Consolação Miranda dos Santos, de 68 anos, de João Pessoa. Ela conta que, por estar sempre atenta aos informes das Unidades Básicas de Saúde e campanhas nacionais, conseguiu perceber o início da doença em seu corpo. 

“Eu comecei com uma partezinha vermelha, como se fosse uma bolinha vermelha no joelho. E essa partezinha vermelha eu não sentia. Quer dizer, eu beliscava e não sentia. Aí eu disse assim, ‘isso é algum sintoma de hanseníase’. Eu fui direto a um PSF (Posto de Saúde da Família), e cheguei lá e procurei falar com a pessoa que fosse responsável por hanseníase. Na semana seguinte, eu já comecei o tratamento. Eu tive muito cuidado em fazer esse tratamento muito minucioso, não faltar com nenhum dia de medicação, porque as pessoas precisam saber que hanseníase tem cura”. 

Apesar do diagnóstico precoce, Maria da Consolação ficou com sequelas da doença. Como a doença causada por uma bactéria atinge os nervos e acomete a pele, a aposentada ficou com neuropatia periférica, que faz sentir seus pés dormentes. Ainda assim, as consequências poderiam ser mais graves. Isso porque a doença, em caso de falta de tratamento, pode avançar até deformar membros.

Na Paraíba, só no ano passado, foram registrados 517 novos casos da doença, de acordo com a Secretaria de Saúde. A chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Paraíba, Ana Stella Pachá, ressalta que a secretaria já iniciou um processo de atualização profissional para que a doença seja identificada com rapidez.

“A capacitação ela já foca nisso, na identificação de novos casos, no monitoramento e no tratamento adequado desses pacientes, que é de extrema importância. É preciso que o profissional de saúde tenha esse olhar, entenda isso, e monitore os casos, tendo em vista o tempo de tratamento para não acontecer nenhum abandono de caso, nenhuma incapacidade de grau dois, então há esse cuidado.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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