Educação·30 de setembro de 2019

Pará terá de qualificar 189 mil trabalhadores em profissões industriais até 2023

Segundo Mapa do Trabalho Industrial, do SENAI, áreas de energia e metalmecânica demandarão técnicos capacitados em quatro anos

Por Sara RodriguesSara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.
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O estado do Pará terá de qualificar 189.622 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre 2019 e 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e divulgado nesta segunda-feira (30).

Segundo o gerente executivo de educação profissional do SENAI no Pará, Davis Siqueira, os setores que mais vão demandar mão de obra qualificada no estado são os de energia, metalmecânica e construção civil. Siqueira aponta que a capacitação dos jovens locais pode ajudar na inserção no mercado de trabalho e lembra ainda dos desafios que devem ser enfrentados com as recentes demandas tecnológicas.

“Quando você traz o contexto da Indústria 4.0, você tem alguns cursos de inteligência artificial, de Big Data, robótica que são interessantes para essas áreas dos segmentos industriais, que acredito que trarão grandes contratações futuras”, reforçou o gestor do SENAI.

Energia

O setor de energia precisará, segundo estudo do SENAI, qualificar 405 novos profissionais nos próximos quatro anos no estado. A Centrais Elétricas do Pará (Celpa), distribuidora local de energia, tem parceria com o SENAI para qualificar os trabalhadores e promover cursos para a comunidade.

A analista de responsabilidade social da Celpa, Michelle Miranda, acredita que os melhores funcionários são aqueles que já contam com qualificações e cursos técnicos no currículo. 

“Quando nós abrimos uma seleção, sempre buscamos pessoas que têm qualificação. Nossa área de eletricidade requer profissionais qualificados que atendam até a nossa legislação. Nós procuramos pessoas que têm essa qualificação, que sejam providas de mudança, sejam flexíveis, que possam mudar e aprender sempre”, pontuou Miranda.

O deputado federal José Priante (MDB-PA) acredita que é necessário treinar e qualificar profissionais em qualquer empresa, além de contribuir para que os jovens consigam se inserir no mercado de trabalho. “É importante a educação profissional tecnológica em um estado que tem potencial diferenciado, com características muito peculiares. É importante que essa educação seja direcionada para as diversas vocações do estado”, defendeu o parlamentar.

Qualificação profissional

O Mapa do Trabalho Industrial mostra que entre as ocupações que exigem cursos de qualificação e que mais vão demandar profissionais capacitados, estão as de mecânicos de manutenção de máquinas industriais (5.959); e eletricistas de manutenção eletroeletrônica (3.939).

Já a demanda por capacitação de profissionais com formação técnica no Pará será maior nas áreas transversais, energia e telecomunicações, metalmecânica, construção e eletroeletrônica. Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica e técnicos de controle da produção. 

Os jovens que tiverem interesse em uma dessas áreas podem acessar o site senaipa.org.br ou comparecer a uma das unidades do SENAI no estado. Mais informações podem consultadas pelo telefone (91) 4009-4770.

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O Mapa do Trabalho Industrial mostra que entre as ocupações que exigem cursos de qualificação e que mais vão demandar profissionais capacitados, estão as de mecânicos de manutenção de máquinas industriais (5.959); e eletricistas de manutenção eletroeletrônica (3.939).

Mais informações sobre vagas e cursos podem consultadas pelo telefone (91) 4009-4770. Repetindo: (91) 4009-4770.

Reportagem, Sara Rodrigues

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Sobre a repórter

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.