Cerca de 50 alunos estão matriculados no primeiro curso de técnico têxtil aberto na região norte do país, que acontecerá no estado do Pará. Em meio à indústria 4.0, os alunos terão aulas dentro das fábricas em meio a novos componentes tecnológicos.
São novos tecidos repelentes à líquido, materiais com proteção solar, ou seja, uma revolução na produção, com novos itens de base, como explica a coordenadora da área de Vestuário e Moda do SENAI Pará, Lilian Tatiana Pereira da Costa.
“Um dos diferenciais são as próprias aulas serem dentro das indústrias. Os alunos podem experimentar e permite que o aluno possa desenvolver atividades práticas e reais. Pensando na perspectiva de novos materiais, inovação de materiais, várias características e funcionalidade dos tecidos estão tendo essa modernização, avanço de acordo com indústria. Tecidos repelentes a líquido, repelentes a fator solar, de acordo com a especificidade de cada profissão.”
A Indústria 4.0 resulta da incorporação, em larga escala, de tecnologias digitais à produção industrial. Ela vem transformando a forma como se produz, com novos processos, produtos e modelos de negócios que há pouco tempo não era cogitado.
A coordenadora da área de Vestuário e Moda do SENAI Pará, Lilian Tatiana Pereira da Costa, afirma que a incorporação de novas tecnologias é uma forma de inserir os alunos neste novo contexto.
“Dentro da Internet das Coisas, o aluno tem que estar muito conectado e muito atualizado com essa linguagem, porque é uma necessidade do mercado, para que esse aluno se envolva nesse contexto, para que na medida que as empresas vão tendo essa modernização, os alunos consigam estar acompanhando tecnicamente essa linguagem e desenvolvendo os papéis dentro da própria indústria.”
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), só em 2017 foram criados 3,5 mil novos postos de emprego no setor têxtil. Para 2018, espera-se que o número seja de 20 mil.
Reportagem, Camila Costa