Apenas no primeiro semestre de 2018, o Pará registrou 697 diagnósticos de HIV em adultos e 6 em crianças. No mesmo período, 307 adultos e 04 crianças desenvolveram os sintomas da aids, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado. Em 2017, o total foi de aproximadamente 1800 (1797) adultos e 15 crianças diagnosticados com o vírus. Deborah Crespo, coordenadora estadual de IST/aids, alerta que o HIV pode não apresentar sintomas e, por isso, todo mundo deve estar sempre atento com os exames.
"É muito importante que as pessoas façam o teste para o HIV e outras DST's de forma regular. Se você tem atividade sexual, principalmente se não usa de forma regular o preservativo, não deixe de fazer o teste. A maioria das vezes, especialmente o HIV, a infecção ocorre de forma muito assintomática. Esperar pelo sintomas pode ser muito tarde. O HIV persiste durante muitos anos no seu organismo antes de desenvolver a aids. Quanto mais rápido agir, melhor será para sua condição e qualidade de vida."
Pela ordem, os 10 municípios paraenses que registraram mais mortes acumuladas entre 2014 e julho de 2018 são Belém (1.083 óbitos), Ananindeua (285), Marabá (124), Santarém (84), Castanhal (70), Marituba (61), Bragança (60), Itaituba (57), Tucuruí (47) e Paragominas (39). Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelou que o Pará é o segundo, da Região Norte, referente às taxas de detecção de aids, atrás apenas do Amazonas. No ranking nacional, encontra-se em quinto lugar, com valor de 25 casos para cada 100 mil habitantes. Esses números são alarmantes. Deborah Crespo destaca a necessidade da regularidade das checagens e adesão ao tratamento.
“É muito importante que a população, independente da sua condição socioeconômica, sexo ou atividade sexual, lembrar que o vírus HIV, e outras DST’s, estão muito próximos. É importante cuidar da sua saúde e de quem você ama. Não deixe de fazer o teste de HIV, sífilis e hepatite. E, caso você seja diagnosticado portador de um desses vírus, procure o serviço de saúde e faça o tratamento de forma segura, eficaz e contínua, garantindo a sua saúde e bem estar para todos.”
Tratar da aids não ajuda só quem está infectado. O uso correto das medicações impossibilita a transmissão do vírus. Essa é uma luta de todo mundo. Informe-se. Faça checagens de seis em seis meses. E claro, previna-se. Use camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS. Só assim poderemos vencer esse ciclo de transmissão. Todos a favor da vida. Uma bandeira de histórias e conquistas. Para mais informações acesse: aids.gov.br