Saúde·10 de junho de 2020

Pandemia da Covid-19 não afeta estoques do Banco de Leite Humano da Santa Casa de Campo Grande

O Banco de Leite Humano (BLH) Irmã Maria José Machado, que funciona na Santa Casa de Campo Grande, capital sul mato-grossense, está conseguindo atender a demanda dos bebês internados e/ou de baixo peso internados em Unidade Neonatal

Por Paulo OliveiraPaulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.
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Mesmo diante de uma pandemia que impõe uma série de restrições no dia a dia da população, o Banco de Leite Humano (BLH) Irmã Maria José Machado, que funciona na Santa Casa de Campo Grande, capital sul mato-grossense, está conseguindo atender a demanda dos bebês internados e/ou de baixo peso internados em Unidade Neonatal. No final de maio, o estoque da unidade, segundo a direção do Banco de Leite Humano, era de 115 litros de leite materno. De acordo com o Ministério da Saúde, um pote de leite materno pode alimentar, diariamente, até 10 recém-nascidos. 

O leite materno reduz em até 13% a mortalidade de crianças  menores de 5 anos  e as protegem de diarreia, infecções e alergias. Além disso, o leite materno doado é destinado a bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais e é fundamental para a recuperação e melhor desenvolvimento dos pequenos. João Aprígio de Almeida, presidente da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, destaca a importância do leite materno para o sistema imunológico do bebê. 

“O leite humano tem substâncias que protegem, o leite humano tem substâncias de imunomodulação. E o que é imunomodulador? Aumentam a resistência do organismo da criança e promove o crescimento facilitado dos pequenos.”

O Ministério da Saúde afirma que toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. Bianca Ferro, mãe e doadora diz que contribuir para a alimentação de outros bebês é gratificante. 

“Eu sei que esse leite materno é destinado as crianças que estão na UTI Neonatal. Eu acredito que elas têm ali o sustento. E, na UTI esses bebês estão mais sensíveis, eles realmente precisam. Acredito que a doação de leite materno seja essencial.”

Especialistas em saúde recomendam o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo o alimento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida de uma criança. O Banco de Leite Humano Irmã Maria José Machado, da Santa Casa Campo Grande, está localizado na Rua Eduardo Santos Pereira, número 88, no centro da cidade. A unidade funciona de segunda a domingo, 24 horas por dia. A unidade conta com o apoio do Corpo de Bombeiro para realizar a coleta domiciliar. Para mais informações, ligue para (67) 3322-4174.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

LOC.: Mesmo diante de uma pandemia que impõe uma série de restrições no dia a dia da população, o Banco de Leite Humano (BLH) Irmã Maria José Machado, que funciona na Santa Casa de Campo Grande, capital sul mato-grossense, está conseguindo atender a demanda dos bebês internados e/ou de baixo peso internados em Unidade Neonatal. No final de maio, o estoque da unidade, segundo a direção do Banco de Leite Humano, era de 115 litros de leite materno. De acordo com o Ministério da Saúde, um pote de leite materno pode alimentar, diariamente, até 10 recém-nascidos. 

O leite materno reduz em até 13% a mortalidade de crianças  menores de 5 anos  e as protegem de diarreia, infecções e alergias. Além disso, o leite materno doado é destinado a bebês  prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais e é fundamental para a recuperação e melhor desenvolvimento dos pequenos. João Aprígio de Almeida, presidente da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, destaca a importância do leite materno para o sistema imunológico do bebê. 

TEC./SONORA: João Aprígio de Almeida, presidente da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano

“O leite humano tem substâncias que protegem, o leite humano tem substâncias de imunomodulação. E o que é imunomodulador? Aumentam a resistência do organismo da criança e promove o crescimento facilitado dos pequenos.”

LOC.: O Ministério da Saúde afirma que toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. Bianca Ferro, mãe e doadora diz que contribuir para a alimentação de outros bebês é gratificante. 
 
TEC./SONORA: Bianca Ferro, mãe

“Eu sei que esse leite materno é destinado as crianças que estão na UTI Neonatal. Eu acredito que elas têm ali o sustento. E, na UTI esses bebês estão mais sensíveis, eles realmente precisam. Acredito que a doação de leite materno seja essencial.”

LOC.: Especialistas em saúde recomendam o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo o alimento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida de uma criança. O Banco de Leite Humano Irmã Maria José Machado, da Santa Casa Campo Grande, está localizado na Rua Eduardo Santos Pereira, número 88, no centro da cidade. A unidade funciona de segunda a domingo, 24 horas por dia. A unidade conta com o apoio do Corpo de Bombeiro para realizar a coleta domiciliar. Para mais informações, ligue para (67) 3322-4174.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.
 

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Paulo Oliveira

Paulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.