O mercado de trabalho brasileiro pode sofrer com a falta de mão de obra qualificada para o preenchimento de vagas fundamentais na produção industrial nos próximos anos. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, elaborado pelo Senai, o país vai precisar profissionalizar e qualificar 13 milhões de trabalhadores, nos próximos quatro anos, para atender as necessidades das indústrias.
O problema é que por causa da crise econômica, os investimentos públicos na educação técnica profissional diminuíram. No Rio de Janeiro, por exemplo, o ensino técnico profissional público sofre com a falta de professores, com salários atrasados e de investimentos na infraestrutura das escolas, como conta a deputada Federal, Laura Carneiro, do PMDB fluminense.
“Aqui no Rio, especialmente, a gente tem hoje um problema grave, com a questão da crise econômica, e as nossas FAETECs estão sofrendo déficit de professor e déficit de pagamento desse professorado que é uma questão muito grave. Do mesmo jeito que a gente tem dificuldade hoje com as universidades estaduais também temos uma dificuldade grande na questão logística da FAETEC, que é absolutamente importante.”
As áreas que devem oferecer o maior número de vagas para técnicos profissionais nos próximos anos são: construção civil, meio ambiente e produção, e metalmecânica.
A deputada Laura Carneiro lembra que o país precisa investir no ensino técnico da mesma forma que promove o ensino superior. Para ela, a faculdade não pode ser a única opção de qualificação profissional para a população.
“Um país continental como o nosso não pode apenas imaginar que todo mundo vai cursar a faculdade. O ideal é que você tenha técnicos especializados que a indústria precisa e, para isso, o Senai é um dos exemplos mais importantes e, ao mesmo, tempo ter os profissionais de nível superior nas universidades que podem assumir outras demandas.”
No Brasil, pouco mais de nove por cento dos estudantes do ensino médio cursam o ensino técnico. Entre as profissões técnicas mais procuradas pelos estudantes estão a de Segurança do Trabalho, Edificações, Mecânica e Eletrotécnica. Os dados são Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 do Senai.
De Brasília, Cristiano Carlos