“Quando a gente fala de estomia as pessoas acham que é só a parte de eliminação. Mas estomia ou estoma serve tanto para alimentação, respiração e eliminação. A eliminação de fato é que hoje tenha a eliminação de fezes e urina, e tem a parte de alimentação que é onde fica a passagem de alimentos – a gente vê muito em UTI - mas também tem no paciente internado em casa. E também a parte de ventilação que é a traqueostomia. Então tem essas três vias de acesso”.
Acontece que em grande parte dos casos, as pessoas que passam por esses procedimentos cirúrgicos precisam conviver com o preconceito, já que a maioria convive com uma espécie de bolsa acoplada ao corpo. É o caso da Ana Paula Batista que, há onze anos tem uma bolsa de ileostomia.
“Como ostomizada a gente sente interferências em todo o cotidiano e inclusive na sociedade. E a gente passa várias dificuldades na rua com a bolsinha, ela pode estourar, a gente pode ficar sujo. As pessoas não conseguem, no nosso caso, voltar ao trabalho porque não somos bem aceitos”.
O apoio de familiares e amigos é fundamental. Mas além disso, os ostomizados podem contar com serviços de atendimento que começam nas Unidades Básicas de Saúde, passa pela assistência especializada – hospitalar e chega também ao domicílio. Quem explica de que maneira são feitos os atendimentos em casa é a Karina Guimarães.
“Hoje a parte de atenção domiciliar tem as equipes de saúde que fazem visita em domicílio e que fazem inclusive a troca de sondas, das cânulas, do cateter que são utilizados em pacientes gastrostomizados, pacientes colostomizados e urosomizados”.
Está em fase de finalização a Diretriz de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia. O documento é direcionado a profissionais de saúde, mas entrará em consulta pública para que a população, inclusive os estomizados, participe com sugestões e observações.