Política·31 de maio de 2019

“Oposição não está interessada na educação”, afirma especialista

Cientista político Antônio Flávio Testa deu a declaração ao podcast Ilha de Vera Cruz

Por João Paulo MachadoJoão Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.
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Na última quinta-feira (30), as ruas de todo o Brasil serviram de palco para passeatas estudantis contra o contingenciamento de recursos na educação brasileira, repetindo o roteiro de 15 dias atrás. A pauta - aparentemente - era clara e, dessa forma, não haveria maneiras de considerá-la injusta.

No entanto, a expectativa por um movimento estudantil unido por uma causa de Estado, sem adesões oportunistas ou pautas desvirtuadas, não se confirmou. Essa, pelo menos, é a avaliação do cientista político Antônio Flávio Testa, da Universidade de Brasília.

Após a realização do primeiro ato contra o congelamento de recursos, no dia 15 de maio, o cientista político concedeu uma entrevista ao podcast Ilha de Vera Cruz, da Agência do Rádio. "Houve uma articulação grande dos setores organizados das oposições, comandado pela CUT, o Zé Dirceu para poder fazer uma manifestação articulada contra o governo”, afirmou na ocasião.

A fala de Flávio Testa é corroborada por vídeos e fotografias dos protestos. Muito do que se viu - no dia 15 e agora no dia 30 – foram bandeiras de partidos políticos, de sindicatos e de movimentos sociais, como o MST (Movimento Sem Terra), além de gritos de “Lula Livre”.

“Na verdade, a oposição está muito pouco interessada na educação, porque o contingenciamento não significa corte, significa adiar um pouco o possível gasto com educação. E, na prática, são 3,5%, muitíssimo menos do que os governos do PT fizeram”, lembrou Testa ao podcast.

Veja vídeo produzido pelo PT nas manifestações:




Bandeiras de partidos políticos nos protestos em Brasília:


O cientista político faz referência ao governo do ex-presidente Lula. De 2003 a 2007, o petista deixou de aplicar mais de R$ 20 bilhões em educação. A verba, por determinação da Constituição, deveria ter sido destinada à área.

“Há uma oposição acirrada, as propostas do governo Bolsonaro de modernizar o Estado, de fazer as reformas e ao jogo que ele tentou fazer - que não creio que ele será bem-sucedido nisso - de fazer valer a meritocracia na composição dos ministérios. O ‘centrão’ não vai deixar”, ressaltou o especialista.

A entrevista completa de Antônio Flávio Testa ao Ilha de Vera Cruz pode ser acessada no Spotfy e no SoundCloud.

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Episódio #8 do Ilha de Vera Cruz analisa as primeiras manifestações contra o governo Jair Bolsonaro:

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A entrevista completa de Antônio Flávio Testa ao Ilha de Vera Cruz pode ser acessada no Spotfy e no SoundCloud. Basta digitar: ilha de vera cruz na aba de busca dos aplicativos e procurar pelo episódio de número oito.

Reportagem, João Paulo Machado
 

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Sobre a repórter

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.