Educação·28 de fevereiro de 2020

Nove equipes da região Norte participam do Festival SESI de Robótica neste final de semana

Alunos do Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima e Pará competem na categoria FLL, que utiliza robôs feitos de peças LEGO, em São Paulo

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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Nove equipes vão representar a região Norte no Festival SESI de Robótica, na categoria FIRST LEGO League (FLL), neste final de semana. Os times são formados por alunos com idades entre nove e 16 anos e disputam o título nacional no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Ao todo, são esperados cerca de 1.500 estudantes de todo o país. Entre os projetos classificados, estão uma manta impermeabilizante de garrafas pet para solucionar o problema das infiltrações em casas e prédios e uma proposta de revitalização de espaços públicos abandonados que utiliza materiais recicláveis. 

Preocupados com a situação de abandono de um espaço público do centro de Parintins (AM), os alunos do SESI, da equipe “LEGO Master”, desenvolveram uma planta e uma maquete da primeira praça sustentável do Norte do país. O projeto de revitalização inclui materiais como tintas ecológicas, sistema de energia solar fotovoltaica, bambu, mobiliário em madeira plástica e piso tátil para deficientes visuais.  

“Nossa ideia era fazer um projeto que não se resume a revitalizar essa praça. Além de oferecer qualidade de vida e lazer para os cidadãos da cidade, nós também queremos exemplificar que podemos fazer construções civis de maneira ecológica e eficiente”, explica o estudante Gabriel Romanini, de 14 anos, um dos idealizadores. 

“Nós vivemos no interior do Amazonas, no coração da floresta. É uma contradição nós vivermos em meio a toda essa natureza e a degradarmos diariamente”, completa o jovem.

Já os alunos do SESI de Ananindeua (PA) criaram uma manta impermeabilizante de garrafas pet para solucionar o problema das infiltrações em casas e prédios do município. Até a própria escola é afetada, o que foi o ponto de partida do projeto. Por ser uma área com alto volume de chuvas e alta umidade, casas e prédios de Ananindeua sofrem com isso.  

“O projeto da equipe envolve a confecção de uma manta impermeabilizante feita de garrafa pet, para ser colocada dentro da laje, entre o concreto, o que impede que a água passe”, explica o professor e técnico da “Born To Fight”, Izaias Pinheiro. 

A estudante e mentora da equipe Lívia Lima, de 14 anos, conta que, mesmo com os vários programas e sistemas que o SESI tinha para amenizar o problema da infiltração, as soluções eram apenas “paliativas”. “A nossa manta impermeabilizante atua no momento da construção da laje, da parede”, afirma. As garrafas pet utilizadas para a confecção da manta foram arrecadadas na própria escola, com o apoio de outras turmas. “Foi muito legal ver a participação das crianças e adolescentes nesse processo”, orgulha-se a jovem.

O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes, formadas por estudantes de nove a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League (FLL), que utiliza robôs feitos de peças da LEGO para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. 


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O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes, formadas por estudantes de nove a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League (FLL), que utiliza robôs feitos de peças da LEGO para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. 

Com a colaboração de Camila Costa, reportagem, Paulo Henrique Gomes 
 

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.