Saúde - Saúde·25 de junho de 2020

Nova sequência genética do vírus Zika encontrada no país pode causar nova epidemia

Pesquisadores da Fiocruz Bahia encontraram, pela primeira, linhagem africana do vírus

Por Paulo OliveiraPaulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.
Áudio · 00:00:53
Ouvir áudio · 00:00:53Copiar texto

Pesquisadores da Fiocruz Bahia detectaram, pela primeira vez, uma linhagem africana do vírus Zika no Brasil. Segundo eles, a nova sequência genética tem potencial de ocasionar uma nova epidemia da doença no país. 

De acordo com Artur Queiroz, um dos líderes do estudo, duas informações indicam que a linhagem esteve presente no país em 2019: a sequência genética foi encontrada no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, estados distantes entre si; e os hospedeiros que abrigavam os vírus eram diferentes: um é um mosquito que possui semelhanças com o Aedes Aegypti e outro hospedeiro é uma espécie de macaco. 

O vírus Zika possui duas linhagens, a asiática e africana. Desde 2015, a Fiocruz  Bahia monitora  a circulação do vírus no Brasil e nunca havia encontrado sequências genéticas africanas. A grande preocupação dos pesquisadores é que os brasileiros não possuem anticorpos para esse tipo de linhagem. 

LOC.: Pesquisadores da Fiocruz Bahia detectaram, pela primeira vez, uma linhagem africana do vírus Zika no Brasil.Segundo eles, a nova sequência genética tem potencial de ocasionar uma nova epidemia da doença no país.

De acordo com Artur Queiroz, um dos líderes do estudo, duas informações indicam que a linhagem esteve presente no país em 2019: a sequência genética foi encontrada no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, estados distantes entre si; e os hospedeiros que abrigavam os vírus eram diferentes: um é um mosquito que possui semelhanças com o Aedes Aegypti e outro hospedeiro é uma espécie de macaco. 

O vírus Zika possui duas linhagens, a asiática e africana. Desde 2015, a Fiocruz  Bahia monitora  a circulação do vírus no Brasil e nunca havia encontrado sequências genéticas africanas. A grande preocupação dos pesquisadores é que os brasileiros não possuem anticorpos para esse tipo de linhagem. 

Reportagem, Paulo Oliveira
 

Últimas notícias

Simples Nacional

Setor produtivo celebra atualização do MEI mas cobra reajuste anual e reforma do Simples

Mineração

CNI estuda potencial brasileiro na cadeia de minerais críticos e baterias

Ministério da Saúde

Ministério da Saúde inicia oferta de nove medicamentos oncológicos pelo SUS

Mineração

CETEM promove seminário sobre inovação

Eleições 2026

Eleições 2026: Justiça Eleitoral monitora risco de temporais no segundo turno

Sobre a repórter

Paulo Oliveira

Paulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.