Com cenário eleitoral indefinido, investidores do mercado financeiro seguem cautelosos antes da escolha do novo presidente da República. Na manhã desta sexta-feira (14), o dólar chegou a R$ 4,21 e oscila entre altas e baixas. Nessa quinta-feira (13), a moeda americana fechou na maior cotação da história desde o Plano Real.
Na medida em que candidatos menos interessados em reformas econômicas, como Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), crescem nas pesquisas de intenção de voto, a tendência é que a desvalorização do real continue. Por outro lado, se presidenciáveis considerados pró-mercado, como Henrique Meirelles (MDB), por exemplo, ganharem pontos, investidores podem voltar a olhar para a moeda brasileira.
A guerra comercial entre China e Estados Unidos, travada desde março, tem aumentado os impostos e taxas nos produtos de mercado. A taxação atinge também países da Europa, o Japão e até o Brasil, uma vez que são prejudicados por conta dos valores de importação e exportação. Essas tensões geram insegurança, um dos principais motivos dos investidores para a compra do dólar.
Reportagem, Clara Sasse