Cultura - Banco da Amazônia·14 de novembro de 2025

Noite no Museu em Belém (PA): Centro Cultural do Banco da Amazônia abre com exposições gratuitas nesta sexta (14)

Evento oferece visitação noturna, arte urbana e experiências imersivas durante a programação cultural

Por Bianca MingoteBianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.
Áudio · 00:02:28
Ouvir áudio · 00:02:28Salvar imagemCopiar texto
Foto: Banco da Amazônia/Divulgação
Foto: Banco da Amazônia/Divulgação·Foto: Brasil 61

O Centro Cultural do Banco da Amazônia passa a integrar, pela primeira vez, o circuito do “Uma Noite no Museu”, programa da Secretaria de Cultura do Pará (Secult) que promove visitas noturnas e gratuitas a espaços culturais. Nesta sexta-feira (14), o público poderá conhecer o espaço em horário especial, das 18h às 22h, com entrada franca.

Aberto em outubro, o centro cultural já se firmou como um novo ponto de encontro da cena artística de Belém. A fachada do prédio foi transformada na primeira galeria de arte urbana da cidade, com projeções visuais que valorizam a criação amazônica, intervenção que segue até dezembro, um mês após o encerramento da COP30.

Segundo o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, a participação no programa reforça o compromisso da instituição com o acesso à cultura e o desenvolvimento regional. “Aderimos ao programa porque entendemos que a Cultura também é um patrimônio essencial na construção de uma sociedade mais consciente e saudável”, afirma.

Instalações imersivas recebem o público

Logo na entrada, duas obras convidam à imersão artística. A instalação “Banzeiro”, da artista Roberta Carvalho, forma um túnel sensorial que combina projeções dos rios amazônicos com sons e palavras. Já a obra de Keyla Sobral, com curadoria de Orlando Maneschy, exibe frases-poema que refletem sonhos e esperanças para o futuro da Amazônia.

Três exposições gratuitas estão abertas ao público

Dentro do Museu estão em funcionamento, simultaneamente, três exposições.

Galeria 1 – “Mandela: Ícone Mundial de Reconciliação”: é uma exposição inédita com 50 painéis fotográficos e uma instalação audiovisual que retratam a trajetória de Nelson Mandela. A exposição tem curadoria de Christopher Till e realização do Instituto Brasil África (IBRAF) em parceria com a Fundação Nelson Mandela, com patrocínio do Banco da Amazônia e do Governo Federal.

A mostra apresenta fotos, vídeos, objetos pessoais e materiais históricos que retratam a trajetória do ex-presidente sul-africano desde sua luta contra o apartheid na África do Sul até sua atuação como líder mundial pela justiça e igualdade. Além disso, a exposição busca destacar a importância de seus princípios de perdão e diálogo na construção de uma sociedade mais justa. “Uma conexão direta com nossa relação com a região. O diálogo, a atenção, o cuidado são valores essenciais para o desenvolvimento da população da Amazônia”, explica o presidente Luiz Lessa.

Galeria 2 – A exposição “Habitar a Floresta” apresenta 14 projetos arquitetônicos inspirados nos saberes ancestrais de povos tradicionais da Amazônia e da América Latina. Tem Curadoria dos arquitetos Marcelo Rosenbaum e Fernando Serapião, com produção da LP3. 

O projeto nasceu a partir de um pedido do presidente da COP30, André Corrêa do Lago, para pensar em uma mostra voltada à arquitetura dos trópicos com o encontro de saberes científicos e tradicionais. “Na discussão do clima a Amazônia está no âmago do debate. E todos os trabalhos apresentados aqui têm esse objetivo de mostrar que manter os habitantes dentro da floresta é a melhor forma de mantê-la conservada”, explica o curador Fernando Serapião. “Vemos o ‘habitar’ como esse lugar de encontro e de empatia com outras vivências”, observa um dos curadores, Marcelo Rosenbaum.

Galeria 3 – “Clima: O Novo Anormal” tem direção de Cláudio Ângelo e Fernando Meirelles, a exposição une arte e ciência para abordar a crise climática global. É uma realização da Ponto Produção, com apoio do Observatório do Clima, patrocínio master do Banco da Amazônia e via Lei Rouanet pelas empresas Sanofi e Netshoes.

A exposição convida os visitantes a repensar a forma de habitar o mundo, com um alerta que propõe a saída da crise ambiental pela ação, sempre articulando informação e experiência. Com 30 monitores, painéis e dispositivos multimídia, ela apresenta uma imersão visual pelos dados climáticos do planeta. Um globo digital suspenso, alimentado por quatro projetores, exibe o aumento das temperaturas e as mudanças no nível dos oceanos sob diferentes cenários de aquecimento. 

Para a gerente de Marketing e Comunicação do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima, a exposição oferece uma visão geral da crise climática e convoca as sociedades contemporâneas a iniciar transformações coletivas em favor de um mundo sustentável. “O momento exige a reinvenção da nossa forma de viver e das nossas práticas. O conhecimento e os meios de ação estão todos aí”, destacou ela.

O Centro Cultural do Banco da Amazônia fica na Avenida Presidente Vargas, 800, Campina.

Uma Noite no Museu

O “Uma Noite no Museu” é um sucesso de público: a primeira edição recebeu mais de 10 mil visitantes; a segunda, mais de 12 mil. Além das exposições, o circuito oferece feira de economia criativa, apresentações artísticas, exibição de filmes e atividades educativas.

A noite cultural de Belém terá novo ponto de encontro nesta sexta-feira, dia 14 de novembro. O Centro Cultural do Banco da Amazônia participa, pela primeira vez, do programa “Uma Noite no Museu”, e abrirá suas portas para visitação noturna, das seis às dez da noite. No espaço, o público poderá conferir três exposições. A entrada é gratuita.

Logo na fachada, o público já encontra um espetáculo visual: o prédio se transformou na primeira galeria de arte urbana de Belém, com projeções que celebram a vanguarda artística amazônica.

E quem entrar no Centro Cultural vai começar a noite com duas instalações imersivas.
A primeira é “Banzeiro”, da artista Roberta Carvalho: um túnel sensorial que mistura imagens dos rios amazônicos, sons e poesia.

A segunda instalação, da artista e poeta Keyla Sobral, traz frases-poema que convidam a pensar o futuro da Amazônia.

Mas a experiência não para por aí. Três exposições simultâneas estão abertas ao público.

Na Galeria UM, a mostra “Mandela: Ícone Mundial de Reconciliação” apresenta fotos, vídeos e objetos que contam a trajetória do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, desde sua luta contra o apartheid na África do Sul até sua atuação como líder mundial pela justiça e igualdade.

Na Galeria DOIS, a exposição “Habitar a Floresta” reúne projetos arquitetônicos inspirados nos saberes indígenas e tradicionais da América Latina.

E na Galeria TRÊS, a mostra “Clima: O Novo Anormal”, com direção de Cláudio Ângelo e Fernando Meirelles, mergulha nos dados da crise climática com recursos multimídia e um globo digital que mostra diferentes cenários de aquecimento global.

O presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, destaca que a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a arte, a cultura e o desenvolvimento da região.

Promovido pela Secretaria de Cultura do Pará, o programa “Uma Noite no Museu” já levou mais de VINTE MIL pessoas às suas edições anteriores e se firma como um dos eventos culturais mais aguardados da capital. 

O Centro Cultural do Banco da Amazônia fica na Avenida Presidente Vargas, 800, Campina.


Reportagem, Bianca Mingote

Últimas notícias

Dólar

Dólar fecha a R$ 4,98 nesta sexta-feira (23) antes do segundo turno das eleições

Ibovespa

Ibovespa fecha em alta de 0,76% antes do segundo turno das eleições

Loteria

Resultado da Lotofácil 3812 (23/10/2026): números sorteados

Região Sul

O TEMPO E A TEMPERATURA: A Região Sul terá pancadas de chuva, trovoadas e alerta de tempestade neste sábado (24)

Região Centro-Oeste

O TEMPO E A TEMPERATURA: Centro-Oeste tem calor e chuva isolada no com alerta de tempestade em Mato Grosso do Sul neste sábado (24)

Sobre a repórter

Bianca Mingote

Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.