Educação·27 de outubro de 2017

Níveis de alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática estão abaixo do satisfatório, diz pesquisa

<p>Com o intuito de combater estes baixos &iacute;ndices registrados, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ou, a Pol&iacute;tica Nacional de Alfabetiza&ccedil;&atilde;o</p>

Por Agência do Rádio
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Os resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização de 2016, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, aponta que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, permanecem em níveis insuficientes de leitura, ou seja, nos níveis 1 e 2, que são elementares. Outros 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em leitura, com desempenho nos níveis 3, que significa adequado, e 4, que é o desejável.

Já no que se refere a avaliação da escrita, 66,15% dos estudantes estão nos níveis 4 e 5, ou seja, adequados ou desejáveis, e 33,95% dos estudantes ainda estão nos níveis insuficientes: 1, 2 e 3, que são os elementares. Quando o assunto é matemática, mais da metade dos estudantes brasileiros, 54,4%, ainda está abaixo do desempenho desejável. No total, foram avaliadas quase 49 mil escolas, mais de 106 mil turmas e mais de 2 milhões e 200 mil estudantes.

Com o intuito de reverter este quadro de baixos índices registrados, o Ministério da Educação lançou, a Política Nacional de Alfabetização. Trata-se de um conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Quem dá mais detalhes é a ministra interina de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

"É um programa de apoio aos Estados e municípios às turmas do primeiro e segundo anos, com materiais didáticos de apoio, de acordo com a escolha dos Estados e dos municípios; um apoio para o professor assistente, que será um apoiador na sala de aula, do professor regente de classe; e formação continuada em serviço."

Segundo a presidente do Inep, Maria Inês Fini, todas estas iniciativas devem refletir em uma mudança dentro de sala de aula.

"Todas estas medidas vão privilegiar o processo de alfabetização. Acredito que o foco na formação inicial e continuada de todos os professores que estão atuando, nós vamos reverter este quadro."

De acordo com o Ministério da Educação, também será criado o Programa Mais Alfabetização, que deve atender, a partir de 2018, 4 milhões e seiscentos mil alunos, com a presença de assistentes de alfabetização, que vão trabalhar em conjunto com os professores em sala de aula. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018.

Reportagem, Cintia Moreira.

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