De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o SESI e SENAI disponibilizarão, em 2019, entre cursos de aprendizagem industrial, cursos técnicos, educação básica e educação de jovens e adultos, mais de 38 mil vagas para estudantes mineiros. No ano passado, o SESI e o SENAI atenderam, juntos, mais de 36.600 pessoas, entre educação básica, Educação de Jovens e Adultos (EJA), aprendizagem industrial e cursos técnicos.
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Ao longo dos anos, muitos jovens tiveram a oportunidade de receber conhecimento e capacitação por essas instituições. João Pedro Rufino Alves, de 22 anos, de São Gonçalo do Sapucaí (MG) é um desses exemplos. O jovem entrou no SESI em 2009, quando o seu pai, que era porteiro da instituição da cidade, conseguiu bolsas de estudos para os dois filhos. A partir dali muitas oportunidades surgiram. No ensino médio, ele passou em um processo seletivo e conseguiu, gratuitamente, fazer o curso técnico de informática no SENAI. Ao entrar na instituição descobriu a paixão pela tecnologia e pelo empreendedorismo. Hoje, o jovem faz o último semestre de Ciências da Computação na Universidade Federal de Itajubá (MG). Para ele, o trabalho do SESI foi fundamental para a construção de sua carreira.
“Acredito que se eu não tivesse entrado no SESI minha vida seria diferente, não digo que a vida seria melhor ou pior, porque é difícil prevê, mas hoje sou muito feliz com o que faço. Realmente, trabalho com o que gosto, fiz uma faculdade que gostei bastante também e todas essas escolhas foram influenciadas pelo que aprendi no SESI e pelo que fiz lá. Acho que não teria chegado da maneira que estou hoje sem ter passado pelo SESI”.
Mesmo com um histórico de sucesso que a FIEMG possui, é possível que essa realidade mude caso o novo governo corte verbas para as instituições do chamado Sistema S – que inclui SESI e SENAI. O argumento é que a organização deve se ajustar aos cortes de custos do novo governo.
Para o Diretor-Geral do SENAI e Diretor-Superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, um possível corte de verbas impactará na competitividade da indústria, principalmente porque as instituições trabalham com a inclusão social e no desenvolvimento do país.
“Essas instituições tem um papel decisivo em favor do desenvolvimento do país e, mais importante, isso é reconhecido pela população brasileira. São instituições consagradas pelo país”
Os cortes sinalizados pelo governo Federal podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos anualmente para o Sistema S.
Reportagem, Tainá Ferreira