Economia·27 de dezembro de 2017

Não querer votar algo porque é ano eleitoral, é enganar o eleitor, diz deputado baiano sobre Previdência

<p><i style="text-align: justify;"><span style="font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;&#10;color:#222222">S&oacute; no ano passado, a Bahia emitiu quase 2,5 milh&otilde;es de benef&iacute;cios, entre aposentadorias ou pens&otilde;es, pelo Regime Geral de Previd&ecirc;ncia Social.</span></i></p><p class="m8037014349143390858gmail-msonormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; background-image: initial; background-position: initial; background-size: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial;"><span style="font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:#222222"><o:p></o:p></span></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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A votação da reforma da Previdência está prevista para fevereiro de 2018. Por ser um ano de eleição, e a matéria tratar de um assunto delicado, o governo Federal dobra os esforços para conquistar apoio de partidos e parlamentares indecisos.

A ideia da equipe do presidente Michel Temer é apresentar argumentos que reforcem a necessidade de as regras para aposentadoria serem modificadas.

Na visão do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), os congressistas não devem ter medo de votar a favor da reforma. Para ele o equilíbrio das contas do país depende das mudanças.

“Eu acho ridículo um deputado dizer que não pode votar porque é um ano eleitoral. Se eu não puder votar algo porque é ano eleitoral é porque eu quero enganar o eleitor. Eu não quero enganar meu eleitor. Eu quero que ele saiba que estou votando a reforma da Previdência, porque ela é o caminho para a retomada do emprego. É o caminho para estabelecer uma Previdência que seja, no futuro, igual para todos os brasileiros.”

Só no ano passado, a Bahia emitiu quase 2,5 milhões de benefícios, entre aposentadorias ou pensões, pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).  Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2015, o rombo no setor previdenciário baiano ultrapassava os 6,5% da Receita Corrente Líquida, que é a soma dos gastos do estado.

Para o coordenador de Previdência Social do IPEA, Rogério Nagamine, esse prejuízo pode acarretar na falta de investimentos em outras áreas essenciais para o desenvolvimento local.

“Os vários problemas relacionados a esse nível de despesa e déficit incluem desde risco de sustentabilidade, e a gente vê inclusive alguns estados atrasando pagamento, como também acaba diminuindo o passo para outros gastos sociais ou mesmo investimento em infraestrutura.”

Entre outras coisas, o texto da reforma da Previdência propõe uma idade mínima para se aposentar, regra que não é adotada atualmente no Brasil.

Caso a matéria seja aprovada, as mulheres terão acesso ao benefício quando atingirem 62 anos de idade. Já os homens, 65 anos. O tempo de contribuição é o mesmo para os dois sexos: 30 anos.

Reportagem, Marquezan Araújo

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