Educação·30 de janeiro de 2019

Na Paraíba, SESI utiliza sistema de educação básica articulada à profissional desde 2014

Por Agência do Rádio

Por Sara Rodrigues

Em 2017, o Brasil aprovou a lei 13.415, que propõe um novo modelo no currículo de ensino médio das redes de ensino públicas e privadas brasileiras. O objetivo é que os conteúdos básicos sejam repassados a todos os alunos, além de promover o ensino na área de escolha que o estudante deseja seguir carreira.

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Na Paraíba não será difícil para a escola do Serviço Social da Indústria (SESI) se adaptar. O ensino integrado da educação básica e da educação profissional já existe desde 2014, e a partir de 2020, a escola estará completamente ajustada ao modelo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Para a gerente de educação básica do SESI na Paraíba, Alexsandra Souza, o novo ensino médio é uma proposta bem organizada e que surgiu da necessidade de melhorar o modelo anterior que, segundo ela, tem fracassado. “Os alunos ingressam em curso de graduação, mas não concluem. É necessário promover a formação autônoma do aluno”, explica.

O sistema de educação integrada no SESI, até então, é formalizado pelo programa Educação Básica e Educação Profissional (EBEP), que nos últimos dois anos colocou 30% dos alunos no mercado de trabalho e outros 70% nas universidades. Estudos já estão em andamento para implantar o novo ensino médio com facilidade. “Nós temos cases de sucesso que comprovam que realmente a formação integrada, articulada com o profissional tem tido resultados positivos”, afirma Souza.

De acordo com a gerente de educação, a unidade da Paraíba é destaque na área de robótica, mecatrônica e automação industrial. Ela acredita que com os estudos e análises necessárias, talvez esse seja o melhor caminho para instituir o novo ensino médio no estado.

“O aluno sai preparado tanto para o mundo do trabalho quanto para a vida. Só vendo mesmo para entender como eles chegam no primeiro ano do médio e como eles saem. A diferença que a educação profissional integrada e articulada com a educação básica fazem na vida desses alunos”, afirma Alexsandra Souza.

Proposta pedagógica
Na indústria, a proposta prevê que no primeiro ano do Ensino Médio, o aluno seja preparado para o mundo do trabalho, que inclui uma formação genérica para as profissões da indústria, orientação profissional e desenvolvimento de competências socioemocionais. Já no segundo ano, além das áreas de conhecimento, os alunos vão ter acesso aos fundamentos e práticas de formação. Por fim, no terceiro ano, a carga horária vai ser de formação técnica e profissional dedicada às aprendizagens específicas de cada curso.

O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, entende que essa é uma maneira de modernizar o ensino dos estudantes e que isso vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria. “É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”, afirma Lucchesi.

Lei 13.415/2017
Aprovada em 2017, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabeleceu uma mudança no formato do Ensino Médio e ampliou o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para mil horas. Dessa forma, ela define uma nova organização curricular, que é mais flexível e que deve seguir uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é um conjunto que orientações que deve nortear a elaboração dos currículos das escolas públicas, privadas e das redes de ensino em todo o país.

De acordo com o texto, a mudança tem como objetivo garantir a oferta de educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar as escolas à realidade dos estudantes. Todas as escolas devem se adaptar ao novo currículo até 2020.

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