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REPÓRTER: O Ministério Público Federal (MPF) enviou representante aos projetos de assentamento (PAs) Areia e Ypiranga, em Trairão, oeste do Pará, uma das áreas de conflito fundiário mais tensas do estado. O procurador Paulo de Tarso Moreira de Oliveira visitou a casa de assentados da reforma agrária que recebem ameaças de morte por resistirem às investidas de grileiros e madeireiros ilegais. De acordo com o MPF, assentados nos dois projetos recebem ameaças. Um casal que vive no PA Areia chegou a receber proteção policial em 2016, após uma série de medidas judiciais e extrajudiciais do MPF, mas voltaram a receber ameaças. Em novembro do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará enviou policiais para fazer rondas a cada duas semanas no assentamento onde o casal reside. Mas, as ameaças continuaram e pioraram: no dia 20 de maio de 2018, eles encontraram duas covas com cruzes cravadas, cavadas no terreno onde vivem. Em 2016, a Justiça Federal obrigou a União e o Estado do Pará a providenciar, de forma imediata, proteção aos dois defensores de direitos humanos do assentamento Areia. Em 2017, um dos ameaçados relatou ao MPF que as ameaças continuaram, o que levou o procurador da República Paulo de Tarso Moreira Oliveira a solicitar à Segup o retorno das rondas policiais na residência dos ameaçados.Diante de outras ameaças, o procurador da República expediu os novos ofícios, de solicitação de proteção reforçada. Cópias de documentos, imagens e o número do processo não foram divulgados pelo MPF, como medida de preservação das identidades dos defensores ameaçados.
Com informações do MPF, reportagem, Storni Jr.