O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, apontou Mossoró como um dos 357 municípios brasileiros com risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya. Até novembro de 2017, de 1.186 notificações de Dengue, 1.016 foram confirmadas. De Chikungunya, foram notificados 609 casos suspeitos e apenas 17 foram confirmados. Nenhum caso de Zika foi confirmado. Moradora do Bairro Santa Delmira, Lenita Helena Ribeiro, de 51 anos, descobriu que estava com Chikungunya, no início de 2016. Por causa dos sintomas da doença, a assistente social, casada e mãe de dois filhos, ficou impossibilitada de trabalhar durante 15 dias. Ela conta que, mesmo depois de quase dois anos, ainda sente dores.
“Nos primeiros dias, eu senti febre e muita dor nas articulações. Dores incapacitantes, dores que você não consegue se levantar sozinho, não consegue tomar banho sozinho, e muita falta de apetite, mal-estar geral. Eu passei uns oito dias bem debilitada e depois fui melhorando dos sintomas mais graves, mas sequelas e dores eu tenho até hoje, principalmente nos pés, nessa região dos tornozelos e no pescoço, do pescoço pra coluna, as mãos, os dedos das mãos ficam doloridos.”
Os bairros com maior número de focos do mosquito são o Dix-Sept Rosado, Bom Jardim, Alagados, Bom Jesus, Planalto 13 de Maio, Santo Antônio, Alto da Conceição, Dom Jaime Câmara, Sumaré e Lagoa do Mato. O coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária e Doenças Transmitidas pelo Aedes, Divino Valero, alerta que a participação da população é fundamental no combate ao vetor, já que 80% dos criadouros estão dentro das casas. Ele pede que todos tirem pelo menos dez minutos para verificar locais que podem virar criadouros para o mosquito.
“O que a gente pede: pra olhar todo o quintal, se não tem nenhum depósito com água parada, se a caixa d’água da residência está coberta, se está devidamente lacrada, se a criança que brincou o dia inteiro ali no quintal, ela não deixou um brinquedo e aquele brinquedo, pelo formato físico, ele pode acumular água caso caia uma chuva. A pessoa tem que estar atenta se não tem plantas com água, se tem um depósito que tenha ou que possa conter água, principalmente nesse período chuvoso.”
Faça sua parte e ajude acabar com o mosquito.Se tiver sintomas como febre, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saúde.gov.br/combateaedes.