Doar sangue é muito importante para ajudar a população a manter os estoques dos hemocentros. Com isso, as bolsas coletadas podem ajudar a salvar vidas. Após a doação, o sangue não vai diretamente para um paciente que esteja necessitando. O coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Francisco Vormittag, comenta que além de o doador ser entrevistado previamente, para estar apto a realizar a contribuição, o sangue é testado novamente antes de ser repassado de fato. Ele explica como funciona este processo.
Flávio Francisco Vormittag, coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde
“Assim que é colhido o sangue, ele é imediatamente submetido aos principais testes, para garantir que o sangue não está contaminado, que eu não esteja trazendo nenhum vírus, como o da AIDS, então todos os testes são feitos imediatamente. Em seguida, já colhido esse material, ele vai para o que chamamos de um processamento, ou seja, a separação desses elementos que compõem o sangue. Então, é feita uma centrifugação, retira-se a parte dos glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos, as plaquetas e o líquido do sangue, que é o plasma. Tudo isso é separado e armazenado devidamente.”
Flávio Vormittag explica que um paciente receber o sangue total não é comum. Ainda é realizada uma separação de cada componente do sangue para que a utilidade de uma mesma doação seja multiplicada. Doadores devem frequentar os centros de coleta com regularidade, para manter os estoques em um bom nível. Para isso, pessoas interessadas devem pesar mais de 50 quilos, ter entre 18 e 69 anos. Para menores de idade é necessária a autorização dos pais ou responsáveis. O doador também deve levar um documento com foto, emitido por um órgão oficial, e válido em todo Brasil. Para mais informações acesse: saude.gov.br/doesangue. Ministério da Saúde, Governo Federal.