Política·01 de dezembro de 2017

MINUTO DA PREVIDÊNCIA: Quantos anos um brasileiro precisa ter para receber aposentadoria?

<p>Especialista tira d&uacute;vidas sobre mudan&ccedil;as propostas no sistema previdenci&aacute;rio brasileiro<br />&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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Na Grécia, a idade mínima para que homens e mulheres se aposentem é de 67 anos. Nos Estados Unidos, a idade mínima é atualmente de 65 anos, mas deve se equiparar a dos gregos em breve. Já os portugueses precisam ter 66 anos para acionar o benefício da Previdência, os espanhóis 65 e os argentinos 60 anos, para mulheres, e 65, para homens. Mas e o Brasil, quantos anos um brasileiro precisa ter para parar de trabalhar e receber aposentadoria? A economista chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, conta pra gente porque o nosso país é tão diferente do resto do mundo quando se trata de Previdência Social.

“Hoje não existe uma idade mínima, não é?!. Quando a pessoa se aposenta por tempo de contribuição ela tem apenas que respeitar o tempo de contribuição. Então tem aposentadorias com menos de 55 anos. E o Brasil é uma das exceções, raras exceções no mundo. A maioria dos países do mundo tem idade mínima idade. E uma mínima que vai mudando ao longo do tempo com a expectativa de vida. Então é muito importante estabelecer uma idade mínima. Como eu disse a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é 55 anos. É muito baixa para qualquer tipo de comparação internacional.”

Atualmente, para cada 100 integrantes da População Economicamente Ativa, há 21 idosos em situação de dependência por aposentadoria. Aí mora o problema: com o aumento da expectativa de vida do país, esse número em 2060 deve ser de 63 para cada 100. Ou seja, haverá menos gente contribuindo com o INSS e mais gente dependendo dele pra receber.

Levando-se em conta a realidade atual, o gasto do governo com a Previdência deveria ser em torno de 4% do Produto Interno Bruto – que foi de quase R$ 1,8 trilhão. Mas foi pouco mais que o dobro, em 2016. Somam-se aí despesas com aposentadoria, pensões por morte, benefícios assistenciais e acidentários do INSS e de servidores da União. Para enxugar esses gastos, o governo federal espera que a Câmara vote e aprove a reforma previdenciária ainda este mês, antes do recesso parlamentar.

 

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