A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, na abertura do seminário “Elas por Elas”, ocorrido nesta segunda-feira, 20, falou sobre a mulher no poder estatal e na sociedade. De acordo com a ministra as mulheres são maioria da população e que é estranho que não sejam respeitadas naquilo que é o mais central, o respeito à dignidade da pessoa humana.
O evento é promovido pelo CNJ e conta com autoridades femininas, da iniciativa privada e pública nos debates.
A ministra Cármen Lúcia destacou que, no momento, vários órgãos federais têm mulheres na direção além do STF, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
De acordo com a ministra Cármen Lúcia, o trabalho do sistema de Justiça, junto com toda a sociedade, nos casos de violência contra a mulher é fazer com que as mulheres saibam que a vergonha não é dela. “Este é um caso que nada tem a ver com afeto, amor, ciúme. Isso é exercício de poder, de mando, é uma perversidade que precisa ser contrariada. O silêncio começa a ser vencido”, ponderou a ministra, destacando que, desde outubro de 2017, o CNJ tem um cadastro de agressores para as mulheres terem acesso ao andamento dos processos. A presidente do STF defendeu a união de homens e mulheres para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, como está previsto na Constituição de 1988. O seminário “Ela por Elas” também teve um segundo painel com o tema “A mulher e o poder na sociedade”.
Com informações do STF, reportagem, Storni Jr.