Saúde - Ministério da Saúde·24 de outubro de 2026

Ministério da Saúde inicia oferta de nove medicamentos oncológicos pelo SUS

Novos tratamentos contemplam 13 indicações de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes; expansão prevê 23 medicamentos até o fim do ano

Por Viviane Bessa
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Foto: Rafael Nascimento/MS·Foto: Brasil 61

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização começou nesta semana e contempla 13 indicações terapêuticas, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pacientes. Os tratamentos abrangem diferentes tipos de câncer, incluindo os de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e tumores neuroendócrinos.

Nesta primeira etapa, os medicamentos serão disponibilizados em 20 centros de tratamento distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. A expectativa é ampliar a oferta para todos os demais centros oncológicos do país até o fim de 2026.

De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão dos novos fármacos representa uma ampliação de 35% nas alternativas de tratamento oncológico disponíveis na rede pública. A previsão é chegar a 23 novos medicamentos até dezembro, com atendimento de 100% da demanda pelos produtos contemplados. O investimento anual estimado para a aquisição dos nove medicamentos desta etapa é de R$ 155,4 milhões.

Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama precoce ou avançado. Segundo a pasta, o produto pode custar R$ 366 mil na rede privada. A lista também contempla o pazopanibe, para pacientes com câncer renal metastático, e amplia as indicações do trastuzumabe, que passa a ser ofertado também para o tratamento do câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.

Os demais medicamentos são acetato de lanreotida, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina (TSH recombinante) e sunitinibe. As indicações variam conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos podem contribuir para aumentar a sobrevidae melhorar a qualidade de vida. Algumas indicações também são destinadas ao período após a cirurgia, quando não há sinais visíveis do tumor, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência do câncer.

A implementação faz parte da Assistência Farmacêutica Oncológica, criada no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. Para viabilizar a oferta dos 23 medicamentos previstos, o governo federal assumiu a compra direta de dez fármacos, organizou mecanismos para aquisição de outros nove pelos estados e ampliou os repasses destinados ao custeio dos quatro restantes. O impacto financeiro estimado para o conjunto das medidas é de R$ 4 bilhões por ano.

Além da ampliação dos tratamentos, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início previsto para novembro nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos e utiliza o teste para identificar quem precisa realizar colonoscopia para confirmação diagnóstica.

As medidas integram um conjunto de ações voltadas à ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer pelo SUS.


O Ministério da Saúde inicia a oferta de nove novos medicamentos para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.

Os tratamentos contemplam 13 indicações para diferentes tipos de câncer, incluindo os de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e tumores neuroendócrinos. A previsão é beneficiar mais de 116 mil pacientes.

Nesta primeira etapa, os medicamentos serão disponibilizados em 20 centros de tratamento, distribuídos por todas as regiões do país. A expectativa é ampliar a oferta para as demais unidades até o fim de 2026.

Entre os medicamentos incluídos estão o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama, e o pazopanibe, utilizado no tratamento do câncer renal metastático. A lista também inclui o trastuzumabe, que passa a ser ofertado pelo SUS para o tratamento do câncer de estômago.

Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão dos novos medicamentos amplia em 35% as alternativas de tratamento oncológico na rede pública. A meta é chegar a 23 novos fármacos até o fim do ano, com investimento estimado em quatro bilhões de reais por ano para viabilizar a oferta.

Além disso, o ministério iniciou a distribuição de 400 mil testes para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde, com início previsto para novembro nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes.

A estratégia é voltada a homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos. O teste identifica possíveis sinais da doença e ajuda a definir quem precisa realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico.

As informações são do Ministério da Saúde. 

Reportagem, Viviane Bessa.
 

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