Em dezembro deste ano, o trabalho de Extensão Rural completou 70 anos de atividade no Brasil. No estado do Ceará, o serviço que auxilia produtores rurais a qualificarem seus plantios é desenvolvido desde 1954.
Com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Agrário do estado, os produtores familiares recebem informações e capacitações que facilitam todas as etapas de cultivo. Os principais produtos agrícolas do estado são milho, arroz, caju, cana-de-açúcar e algodão.
Os extensionistas rurais são fundamentais nesse processo, pois são eles que fazem a ponte entre essas ações e os produtores rurais. Segundo Antônio Amorim, presidente da Ematece, a extensão rural é sinônimo de desenvolvimento para o estado e para o Brasil.
“Tudo o que nós temos hoje no ponto de vista do desenvolvimento na área rural e na agroindústria, nós temos que agradecer aos nossos extensionistas do Brasil. O que nós temos de mais forte, na avaliação do cooperativismo do Brasil, pode ter certeza que tem um extensionista. Por tudo isso, é o nosso grande contribuinte para o verdadeiro desenvolvimento do Brasil”.
Itamar Lemos é um dos personagens dessa história escrita no campo. Por quase dez anos, entre as décadas de 70 e 80, ele foi extensionista atuando diretamente com os produtores. Ligado à Ematece, Lemos conta que a atividade passou por muitas mudanças e hoje tem o apoio de outros órgãos e entidades.
“Hoje a nossa empresa, a Emater Ceará, está trabalhando com muitos projetos no estado. Temos convênios com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, com a Anater, que é a Agência Nacional de Extensão Rural, com o Projeto Dom Helder Câmara, atendendo a 5600 famílias em 87 municípios. Temos também uma parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário, e estamos executando o projeto São José, com o Banco Mundial”.
Em todo o país, mais de 11 mil profissionais extensionistas trabalham no auxílio aos produtores rurais.
Reportagem, Raphael Costa