Economia·19 de dezembro de 2018

MG: "Facada" nos recursos de SENAI e SESI acabaria com quase 68,8 mil vagas para jovens e trabalhadores mineiros

<p>Beneficiados, na maioria de baixa renda, ficariam sem cursos de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e profissional por fechamento de 50 escolas e com demiss&atilde;o de quase 1971 funcion&aacute;rios, no estado</p>

Por Agência do Rádio
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por Raphael Costa

A “facada” prometida pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, nos recursos do Sistema S teria efeitos “devastadores” sobre programas de educação técnica e serviços de saúde prestados à população da região Sudeste do país que beneficiam, principalmente, jovens e trabalhadores de baixa renda.


No caso do SESI e do SENAI, mais de 621 mil estudantes ficariam sem opção de cursos de formação profissional com o possível fechamento de 180 escolas e demissões de cerca de 9.691 mil trabalhadores das instituições no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O próximo governo não divulgou plano para substituir os serviços das entidades para a população, como alternativa aos prováveis cortes orçamentários do Sistema S.


“A proposta de cortes no Sistema S teria efeitos devastadores sobre instituições que funcionam e prestam serviços essenciais para jovens e trabalhadores brasileiros. Além de acabar com empregos de educadores, técnicos, especialistas e pesquisadores, se forem feitos, os cortes prejudicarão a educação, pesarão sobre a saúde e afetarão a economia do país como um todo”, explica o diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi.


Danos em Minas Gerais


No estado, o impacto da prometida “facada” pode comprometer até 30% dos recursos do SENAI e acabar com mais de 52,6 mil vagas de cursos técnicos profissionais por ano, no estado. Além disso, o corte orçamentário no Sistema S deve promover o possível fechamento de três escolas da instituição de formação profissional dos mineiros.

No SESI, mais de 16,2 mil estudantes do ensino básico e de educação de jovens e adultos podem perder a oportunidade de estudar por que sete escolas da educação básica da instituição podem ser fechadas no estado.

Além disso, o desemprego deve aumentar no Espírito Santo, por que os cortes orçamentários no Sistema S, prometidos pelo próximo governo, vão influenciar diretamente na demissão de quase 1.971 funcionários do SENAI e SESI mineiro.

Na prática, o impacto será sentido por todos. No caso de jovens e trabalhadores, os cortes afetariam a principal rede de preparo e qualificação para o mercado de trabalho, com reflexos na capacidade da população de acompanhar a evolução tecnológica das empresas e até de conseguir o primeiro emprego.


“A formação profissional e a capacitação técnica de qualidade aumentam a empregabilidade do trabalhador e, para o jovem, é um importante diferencial para conquistar o primeiro emprego, numa faixa etária em que o desemprego é ainda mais grave que na média. O SENAI prepara uma parcela importante da população para que tenha uma profissão, e alcança e beneficia jovens e trabalhadores que não teriam as mesmas oportunidades pelo sistema educacional”, lembra Rafael Lucchesi.
 

 

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