Educação·30 de janeiro de 2020

MG: Estudantes do SESI inovam e criam aplicativo inclusivo e “tijolo” sustentável para seletiva regional de robótica

Jovens de São João Del Rei e de São Gonçalo do Sapucaí apostam nos projetos para melhorar as cidades e a vida da população; melhores equipes se classificam para etapa nacional da FIRST LEGO League (FLL), em São Paulo

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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Alunos do SESI de São João Del Rei e São Gonçalo do Sapucaí estão entre as 36 equipes mineiras que disputam a etapa regional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League 2020 (FLL), principal competição da categoria no país. As duas equipes, formadas por estudantes com idade entre nove e 16 anos, querem ser reconhecidas pelo desenvolvimento de um aplicativo inclusivo para deficientes e pela criação de uma espécie de tijolo sustentável. A seletiva que classifica para a fase nacional ocorre a partir deste sábado (15), em Contagem (MG).

Os estudantes da equipe “Atombot”, de São João Del Rei, apostaram na inovação da acessibilidade. O grupo criou um aplicativo que permite a deficientes auditivos e analfabetos o acesso a informações em espaços públicos de cultura, como museus, igrejas e monumentos históricos.

“O Deaf Code tem a proposta de ser totalmente acessível. Quando for ativado em alguma obra, vai mostrar um vídeo de animação. Vimos que essa é uma maneira de ativar a memória visual do surdo. Como ele gesticula por sinal, ele tem a memória visual muito melhor que a maioria das pessoas”, explica Bárbara Neri, de 15 anos, estudante e integrante da equipe de robótica “Atombot”. A jovem aponta ainda que a inclusão será possível por meio de um código eletrônico, em um modelo diferente e mais amplo do que já existe no mercado. A pessoa fará a leitura QR Code pelo telefone e terá acesso a todas as informações, devidamente adaptadas.

Já o projeto de São Gonçalo do Sapucaí (MG) vem da equipe “Lego Bros”. Os sete alunos do grupo desenvolveram um pré-moldado de terra comprimida, semelhante a um tijolo, para ser utilizado na construção de casas populares. Uma das inovações do projeto é na forma do encaixe, que já virá embutido no bloco e será 100% sustentável. A ideia é diminuir os impactos ambientais causados pela indústria da construção civil.

“Quando utilizado em casas populares de até um pavimento, você não vai precisar usar ferragem. Com a fundação da casa, já pode começar a construir com o bloco, e o material para vedá-lo é feito do próprio material do bloco, composto por terra, areia, fibra de bambu, cal e água”, adianta Heloísa Filipini, de 15 anos, integrante da equipe.

Mais do que robótica

A FLL é uma competição que vai além da criação e construção de robôs. Com a tecnologia como aliada, os jovens são desafiados a solucionar problemas da vida real utilizando a automação e a programação computacional em seus projetos.

Para o assistente técnico e responsável pela área de robótica do SESI de Minas Gerais, Natan Azevedo, todas essas exigências fazem com que os estudantes desenvolvam também habilidades socioemocionais.

“Os meninos já saem praticamente com todas suas capacidades técnicas trabalhadas na competição, como programação, raciocínio lógico, melhor entendimento da área das exatas. Além disso, ainda saem preparados para trabalhar em equipe, falar em público ou desenvolver pesquisas”, garante Azevedo.

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.

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O Torneio de Robótica FIRST LEGO League promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.

Reportagem, Camila Costa

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.