Economia·29 de abril de 2020

Menos de metade do crédito para folha de pagamento disponível em abril foi contratado

Programa criado pelo governo teve baixa demanda - dos R$ 20 bi disponíveis no primeiro mês, menos de 7 bi foram usados

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Anunciada no fim do mês passado, a linha de crédito criada pelo governo para o pagamento de salários de trabalhadores de pequenas e médias empresas durante a crise do novo coronavírus não foi bem recebida pelo empresariado. Menos de metade do valor disponibilizado pelo programa governamental já foi usado - dos R$ 20 bilhões disponibilizados no primeiro mês, menos de R$ 7 bi foram contratados. Apesar do setor financeiro não ter a expectativa de que todo o valor fosse utilizado no primeiro mês, o desempenho foi bastante abaixo do esperado. O plano do governo era de aumentar o valor oferecido no segundo mês, atingindo R$ 40 bilhões.

O programa é voltado para empresas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Para contratar o empréstimo, os empresários precisam se comprometer a não demitir nenhum funcionário nos dois meses seguintes. O Tesouro vai custear 85% dos valores, enquanto os outros 15% vão vir dos bancos privados. Isso significa que o risco de inadimplència também ficará principalmente sobre o governo. O Juros é de 3,75% ao ano, com seis meses de carência para pagar, em até 30 meses.

 Anunciada no fim do mês passado, a linha de crédito criada pelo governo para o pagamento de salários de trabalhadores de pequenas e médias empresas durante a crise do novo coronavírus não foi bem recebida pelo empresariado. Menos de metade do valor disponibilizado pelo programa governamental já foi usado - dos R$ 20 bilhões disponibilizados no primeiro mês, menos de R$ 7 bi foram contratados. Apesar do setor financeiro não ter a expectativa de que todo o valor fosse utilizado no primeiro mês, o desempenho foi bastante abaixo do esperado. O plano do governo era de aumentar o valor oferecido no segundo mês, atingindo R$ 40 bilhões.

O programa é voltado para empresas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Para contratar o empréstimo, os empresários precisam se comprometer a não demitir nenhum funcionário nos dois meses seguintes. O Tesouro vai custear 85% dos valores, enquanto os outros 15% vão vir dos bancos privados. Isso significa que o risco de inadimplència também ficará principalmente sobre o governo. O Juros é de 3,75% ao ano, com seis meses de carência para pagar, em até 30 meses.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.