Política·13 de setembro de 2018

Meirelles afirma que é possível manter preço dos combustíveis na bomba

<p>Presidenci&aacute;vel ressaltou que pretende criar um fundo de estabiliza&ccedil;&atilde;o, mas se mostrou contr&aacute;rio &agrave;s oscila&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas no valor do combust&iacute;vel</p>

Por Agência do Rádio
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O candidato à presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles, afirmou que pretende manter a atual política de preços da Petrobrás. O presidenciável destacou que a proposta de governo é criar um fundo de estabilização do preço do combustível na bomba.

Em sabatina realizada pela Folha de S. Paulo, em parceria com o portal UOL e o SBT, nesta quinta-feira (13), Meirelles disse que o principal objetivo é manter o preço do combustível, fazendo com que o consumidor não sinta tanto o impacto dos reajustes.

“Os países da OPEP aumentam a produção, que são aqueles do Oriente Médio, o petróleo cai. Neste momento, nós podemos ter um aumento dos tributos sobre o petróleo compondo um fundo de estabilização. No momento em que o preço do petróleo sobe, aí usa-se esse fundo para recompor a parte fiscal, porque aí caem os tributos, de maneira que estabilize o preço na bomba. Isso é possível, tenho estudos técnicos sobre isso”.

Meirelles voltou a defender o uso da tecnologia na segurança pública. O candidato do MDB reiterou a proposta de integração das polícias, mapeamento dos homicídios no Brasil, e criticou o fechamento de Delegacias da Mulher durante os fins de semana. O ex-ministro apontou que pretende implantar o botão do pânico para diminuir os casos de feminicídio no país.

Em outro tema abordado por jornalistas durante a sabatina, Meirelles afirmou que pretende aumentar a competitividade para reduzir juros nos bancos. O ex-presidente do Banco Central nos governos de Lula defendeu o investimento em cooperativas de crédito e a expansão de agências eletrônicas, as chamadas Fintechs.

Meirelles ainda criticou os candidatos ao Planalto que prometem zerar o déficit brasileiro em dois anos, e, voltou a destacar a importância do teto de gastos para a aprovação das reformas fundamentais. Segundo ele, seria inviável discutir a reforma previdenciária, por exemplo, se o teto não tivesse sido aprovado.

O candidato do MDB também comentou a proposta de Jair Bolsonaro de revogar o Estatuto do Desarmamento e a classificou como “absurda”, usando o próprio caso do ataque sofrido por Bolsonaro como exemplo. Segundo Meirelles, a situação seria muito mais grave caso o agressor portasse uma arma.

Reportagem, Thiago Marcolini

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