REPÓRTER: O navio de pesquisa Vital de Oliveira, da Marinha, partiu nesta quinta-feira para a região afetada, no Espírito Santo, pela lama da mineradora Samarco, em Mariana. O navio possui equipamentos de alta tecnologia que vão auxiliar 130 profissionais que participam do diagnóstico dos impactos de rejeitos na fauna, flora e na comunidade como um todo. O objetivo da pesquisa é verificar se houve alguma contaminação pelos minérios presentes na lama que escoou pelo Rio Doce, após o rompimento da barragem. De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a Seama, somente com os resultados do levantamento vai ser possível que o Estado exija o pagamento pelos danos ambientais causados ao Espírito Santo. O navio vai atuar 24 horas por dia na região de Linhares, no Espírito Santo, que até agora foi à área mais atingida com a lama. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que, ao contrário de boatos que estavam sendo espalhados, a lama não deve chegar ao Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, nem aos manguezais da capital do Espírito Santo. A ministra afirmou a Bacia do Rio Doce, que foi contaminado com a lama durante a tragédia, já tinha um cenário de degradação ambiental, inclusive nas nascentes, por causa da atividade do garimpo e da falta de tratamento de esgoto. A multa de 250 milhões de Reais aplicada à Samarco pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, à Samarco, vai ser recolhida ao Tesouro Nacional. A Organização das Nações Unidas criticou o governo brasileiro, a Vale e a mineradora anglo-australiana BHP, e considerou inaceitável a resposta à tragédia. De acordo com a ONU, o governo e as instituições deveriam fazer tudo o que podem para prevenir mais problemas.
Com informações da Agência Brasil, Reportagem, Sara Rodrigues