Brasil - Comunicação·28 de junho de 2026

MCom apresenta projeto que integra comunicação entre órgãos públicos do DF e forças de segurança pública

Iniciativa pioneira do Ministério das Comunicações permitirá compartilhamento de informações em ambiente próprio, independente das redes comerciais e com padrão elevado de segurança; investimento é de R$ 1 bilhão e conclusão está prevista para até dezembro de 2027

Por Bianca MingoteFormada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), é repórter do Brasil 61 desde 2024. Passou pelas redações da Rádio Senado, Secom (UnB) e do Correio Braziliense (CB). Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil.
Áudio · 00:02:51
Ouvir áudio · 00:02:51Salvar imagemCopiar texto
Foto: Helio Montferre/MCom
Foto: Helio Montferre/MCom·Foto: Brasil 61

O Ministério das Comunicações (MCom) apresentou um projeto pioneiro que integra a comunicação entre órgãos públicos do Distrito Federal e as forças de segurança pública. A iniciativa representa um dos avanços da Rede Privativa do Governo Federal e cria uma infraestrutura exclusiva para órgãos públicos para permitir que instituições que operavam em sistemas distintos passem a se comunicar em um ambiente único, seguro e integrado. 

O projeto conta com um investimento de R$ 1 bilhão. A previsão é de que a implantação da integração esteja concluída até dezembro de 2027.

A apresentação do projeto foi realizada no dia 25 de junho, em Brasília (DF). Durante o evento, a integração da Rede Privativa Móvel foi demonstrada  0150 considerando que já conecta a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal. 

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância da nova estrutura para ampliar a integração entre as forças de segurança e criar uma comunicação mais rápida e segura em situações críticas. Na avaliação do ministro, o Estado brasileiro precisava de uma infraestrutura própria relacionada à interlocução integrada entre os órgãos.

“Em parceria com o Ministério da Justiça, essa é mais uma ação do governo do presidente Lula para combater a criminalidade, para agilizar essa comunicação importante, integrando as forças de segurança”, ressaltou Siqueira Filho.

Até então, cada uma das instituições de segurança pública operava em sistemas próprios de comunicação, que não se comunicavam entre si.

Com a Rede Privativa, pela primeira vez, as corporações passam a compartilhar comunicações em uma mesma infraestrutura, de forma integrada e segura. Conforme o MCom, a nova estratégia amplia a coordenação de operações e fortalece a capacidade de resposta em situações que exigem atuação conjunta.

Rede Privativa

Segundo o MCom, a iniciativa representa um marco para a modernização das comunicações públicas, além de fortalecer a segurança institucional do país. 

A Rede Privativa, diferentemente das redes comerciais, foi concebida para atender exclusivamente órgãos governamentais. A novidade garante maior controle sobre o tráfego de informações e mais proteção para comunicações sensíveis.

A Rede foi criada para conectar órgãos da administração pública federal por meio de uma infraestrutura exclusiva, independente das redes comerciais de telecomunicações.

O projeto contempla duas modalidades complementares. Confira:

  • Rede Privativa Fixa: utiliza fibra óptica para interligar prédios e unidades administrativas;
  • Rede Privativa Móvel: é integrada permite e comunicações seguras em campo e durante operações.

A medida resulta de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF).

Primeiros órgãos operando com rede própria

Ao longo do evento,o MCom também apresentou a ativação do primeiro cliente da Rede Privativa Fixa: a Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE).

A primeira etapa do projeto contempla a conexão de 12 prédios públicos por meio de uma infraestrutura dedicada de 75,5 quilômetros de fibra óptica.

Entre os órgãos que passarão a utilizar a rede estão o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A previsão é de que as próximas ativações comecem em setembro deste ano e contemplem os municípios de Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES).

Áudio

Segundo o Ministério das Comunicações, a rede foi criada para conectar órgãos públicos federais por meio de uma estrutura própria, independente das redes comerciais de telecomunicações.

O projeto possui duas modalidades complementares: a Rede Privativa Fixa, que utiliza fibra óptica para conectar prédios e unidades administrativas; e a Rede Privativa Móvel, voltada para comunicações seguras durante operações em campo.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, com execução da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz, a EAF.

Durante o evento, o MCom também apresentou o primeiro cliente da Rede Privativa Fixa: a Agência Nacional de Mineração, a ANM, em Aracaju, Sergipe.

A primeira etapa prevê a conexão de 12 prédios públicos por meio de uma rede dedicada de SETENTA E CINTO QUILÔMETROS E MEIO de fibra óptica. Entre os órgãos que passarão a utilizar a infraestrutura estão o INSS e o DNIT.

As próximas ativações estão previstas para começar em setembro de 2026 e alcançar capitais como Macapá, no Amapá, Rio Branco, no Acre, Goiânia, em Goiás, e Vitória, no Espírito Santo.

Reportagem, Bianca Mingote

Últimas notícias

SESI

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Empreendedorismo

Empreendedoras do DF defendem mais acesso ao crédito e participação nas políticas públicas

Eleições

RealTime Big Data: Vicentinho Júnior tem 52% dos votos válidos e Dorinha, 48%, no Tocantins

Eleições

Realtime Big Data: Allyson tem 52% dos votos válidos e Cadu de Lula, 48%, no segundo turno no RN

Vacina

Anvisa aprova nova vacina contra 21 sorotipos de bactéria causadora de pneumonia e meningite

Sobre a repórter

Bianca Mingote

Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), é repórter do Brasil 61 desde 2024. Passou pelas redações da Rádio Senado, Secom (UnB) e do Correio Braziliense (CB). Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil.