Saúde·11 de dezembro de 2018

MATO GROSSO: Estado registra melhora no combate à aids

Por Agência do Rádio
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Mato Grosso tem o que comemorar. Segundo dados no Ministério da Saúde, o estado registrou uma redução de 6,6% no coeficiente de mortalidade, entre 2014 e 2017. Passou de 6 óbitos por 100 mil habitantes, em 2014, para 5,6 óbitos, em 2017. O número de casos também diminuiu. Eram 25,6 para cada 100 mil habitantes, em 2014; em 2017, são 22,3 para cada 100 mil habitantes, o que representa uma queda de 12,9%. Em 2018 o Brasil e o mundo comemoram 30 anos da luta contra a aids. Um dos fatores que explica essa melhoria no combate é a ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento, em todo o país. Alessandra Moraes, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Mato Grosso, comemora os números, mas alerta que a população não pode baixar a guarda. Ela ainda considera baixo o número de pessoas em tratamento, aproximadamente 5400 no estado, e chama a população para realizar a checagem porque algumas pessoas podem ter o HIV e não saber.

"O HIV, dependendo da condição física e imunológica da pessoa, pode não apresentar nenhum sintoma em cinco, dez anos. E aí, nesse período, esse vírus tá se reproduzindo dentro do corpo e, em algum momento em que ele encontrar alguma baixa imunidade, ele apresenta alguma doença que possa demonstrar pra essa pessoa que ela tá infectada com o vírus ou, já nesse momento, com aids. Daí, a importância das pessoas, que têm o hábito de manter relações sem uso de preservativos, fazer o uso de algum outro tipo de prevenção e condição de se testar com frequência."

Estima-se que, no Brasil, existam 112 mil pessoas que não sabem sua condição sorológica. Alessandra diz ainda que mais campanhas precisam ser realizadas, para maior conscientização da juventude. Para a coordenadora, muitos casos começam na adolescência, por falta de cuidados. O aposentado Sandro Rosa, de 51 anos, mora em Cuiabá e conta que foi diagnosticado em 1990, quando foi doar sangue. Naquela época ainda eram escassos os medicamentos e precisavam ser importados. Ele disse que, por opção própria, não se medicou até 1997, quando já eram disponibilizados alguns remédios na rede pública. Sandro considera que a evolução das medicações foi o que mais melhorou no tratamento do HIV.

"Até hoje, eu já troquei umas quatro vezes de terapia. A primeira terapia eu não me adaptei. Tive muito efeito colateral. Eu tomava medicação e tinha que tomar com comida, né? No café da manhã, no almoço e no jantar. Eram em torno de quinze comprimidos, no total, no dia. Só que eu tomava o comprimido, me alimentava e meia hora depois, no máximo, eu vomitava tudo. Aí trocou a medicação. Três vezes por dia, ainda, mas aí eu já me dei bem."

Sandro conta que ficou muitos anos sem expor sua sorologia. Quando foi diagnosticado, o preconceito era muito forte. Ele lembra que houve até um médico que se recusou a apertar a sua mão. Por ser heterossexual, ele preferia não se expor, por receio da discriminação. Ele só foi revelar sua condição em 2001, quando se juntou ao extinto grupo Tô Vivo, na capital, que reunia pessoas com o HIV. A luta contra a aids é de todo mundo. Faça sua parte. Use camisinha e conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS. Proteja-se. Trinta anos da luta mundial contra a aids. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br.

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