Com a informação adequada, uma doença que já possui tratamento pode ser um problema passageiro e sem consequências. Mesmo com algo que possa provocar receio, como a hanseníase, o cuidado garante que a vida não saia da normalidade. É por isso que Vangevaldo Souza, mecânico de 50 anos, de Mato Grosso, não se deixou intimidar ao receber o diagnóstico da enfermidade pela segunda vez. A última delas, no ano passado. Mesmo com os sintomas diferentes e a medicação mais forte por conta da reincidência, ele mantém a disciplina no tratamento.
“Tratou certinho, ela tem cura. Não pode é brincar. Eu bebia bastante. No momento em que comecei a fazer o tratamento, eu parei. Não pretendo beber enquanto não fazer o meu tratamento certinho. Quero fazer o tratamento certo. Eu procurei com a médica que acompanha meu tratamento tudo o que eu podia comer e não podia comer. Porque às vezes tem alguma coisa que não faz bem e a gente não sabe. Tem que perguntar pro médico”, aconselha.
O primeiro tratamento levou um ano e curou Vangevaldo completamente, sem deixar sequelas. Mas a segunda ocorrência apareceu de um jeito diferente. Ao invés das manchas que o mecânico já conhecia, ele encontrou nódulos e caroços no corpo. Além do coquetel padrão para a hanseníase, ele recebe cartelas com doses extras de medicamento. Às vezes, fica incapacitado de ir trabalhar porque a medicação causa fortes dores de cabeça. Segundo o coordenador do Programa Estadual de Enfrentamento da Hanseníase em Mato Grosso, Cícero Fraga, é raro que uma pessoa seja infectada duas vezes pela bactéria, mas ressalta que o tratamento é eficaz em qualquer ocasião.
"Uma vez iniciado o tratamento, sete dias depois da tomada do medicamento, eles já não transmitem mais. Não estão curados. O tratamento dele vai durar durante doze meses, mas com sete dias já quebra a cadeia de transmissão e já deixa de transmitir a doença para as pessoas com as quais ele convive. Então, a recomendação que a gente passa para a população é que uma vez ela identificando esses sintomas da doença, procurar serviço de saúde para ser avaliado”, esclarece.
Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.
Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.