Política·28 de dezembro de 2017

Marun diz que reação de governadores às suas declarações é “eleitoreira”

<p>Ministro de articula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nega que libera&ccedil;&atilde;o de financiamentos p&uacute;blicos a governadores esteja condicionada ao apoio &agrave; reforma da Previd&ecirc;ncia<br />&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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Anda rendendo em Brasília a ofensiva de governadores do Nordeste contra as declarações do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun. Depois da carta aberta enviada dos governadores ao presidente Michel Temer contestando o condicionamento da liberação de financiamentos em bancos públicos ao apoio à reforma da Previdência, foi a vez de Marun abrir seu direito à “tréplica”. Em nota, negou o que já havia declarado e chamou de eleitoreira a reação dos governantes nordestinos.

Tudo começou depois que ele admitiu, em entrevista no Palácio do Planalto na última terça-feira, que espera uma “reciprocidade” dos governadores que tentam empréstimos junto a bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e do Brasil. O recado era claro: teriam a vida facilitada aqueles que abraçassem a causa do governo e defendessem publicamente as mudanças no sistema previdenciário. Principalmente influenciando as bancadas federais de seus estados a votarem a favor da reforma. A votação está prevista para 19 de fevereiro.

Os governadores do Nordeste se sentiram coagidos, chantageados, e reagiram: no dia seguinte, em um documento assinado por sete de nove deles, cobraram providências do presidente Temer para que Marun retirasse o que vinha dizendo. Prometeram, inclusive, acionar política e judicialmente os agentes públicos envolvidos, caso a ameaça do ministro se confirmasse. E aí veio Marun: nesta quinta divulgou uma nota dizendo que a reação nada mais tem do que uma preocupação com as eleições de 2018.

Diz o texto: "A reação daqueles que querem continuar omitindo a participação do Governo Federal nas ações resultantes de financiamentos obtidos junto aos bancos públicos só se justifica pela intenção de buscar resultados eleitorais exclusivamente para si", escreveu o ministro. E continuou: "Estes defendem a equivocada tese de que quem recebe financiamentos pratica ações de Governo e que quem os concede, não". Em 2018, governadores e deputados federais, estaduais e distritais disputam a reeleição. Temendo perder votos, evitam se envolver em temas espinhosos e pouco consensuais, como a reforma da Previdência, para não desagradar os eleitores.

Marun disse ainda que assistiu a entrevista que deu aos jornalistas e que nada viu de errada nas suas declarações. Alegou ter sido mal interpretado e que o governo sempre privilegiou o apoio aos estados e municípios. "O Brasil avança. Nossa economia reage. Nada me afastará do objetivo de fazer com que o país não retroceda", conclui no texto.

De Brasília, Hédio Júnior
 

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