O número de notificações de casos de dengue em Maringá diminuiu quase 80% em comparação ao ano passado. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica do município, foram notificados até 17 de outubro deste ano 1.911 casos da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No ano passado, o órgão registrou 9.287 notificações.
Mesmo com a redução, o número de casos confirmados ainda preocupa os agentes públicos da cidade. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado no último dia 10, entre os meses de agosto a setembro deste ano, Maringá foi o município do estado que mais registrou casos da enfermidade: 31.
Por conta das altas temperaturas e das chuvas constantes, o clima é um fator que dificulta o combate ao Aedes no município. É o que explica a gerente de Vigilância Epidemiológica de Maringá, Pricilha de Oliveira.
“Clima quente, chuvoso, e o verão é bem típico muito quente e com bastante incidência de chuva, acaba sendo um colaborador para essa infestação”.
No Paraná, de acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado, foram notificados 2.625 casos suspeitos de dengue entre agosto e setembro deste ano. Desse total, mais da metade foi descartado (1.506).
Com objetivo de aperfeiçoar o combate ao vetor da dengue, Maringá, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina e Paranavaí foram escolhidos, por critérios técnicos e geográficos, para participar de uma pesquisa nacional para testar a sensibilidade do mosquito a inseticidas.
A chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Paraná, Ivana Belmonte, explica que esse estudo é fundamental para diminuir ainda mais os casos de dengue no estado.
“Esse monitoramento é importante porque você precisa fazer alteração do tipo de inseticida, se houver aumento da resistência do vetor a esse inseticida. E uma coisa que é muito importante: o uso de inseticida não é uma solução. O inseticida é a ultima etapa que você tem que fazer no combate ao vetor”.
O estudo foi solicitado pelo Ministério da Saúde e é supervisionado pela Fiocruz do Rio de Janeiro. Além das cinco cidades do Paraná, o estudo monitora a resistência de mosquitos Aedes aegypti a inseticidas em outros 140 municípios brasileiros. O projeto é realizado em parceria com Secretarias de Saúde de todos os estados, além das prefeituras das cidades envolvidas. A expectativa é que até o ano que vem os testes sejam finalizados.
Reportagem, Tácido Rodrigues