Um filho pode ser planejado pelos pais, mas, pode acontecer que o pequeno possa nascer antes dos nove meses. Keila Meneses é professora, tem 39 anos e é moradora da capital maranhense. Ela é mãe de José Antônio, que nasceu prematuro no dia 21 de julho. Por conta disso, o pequeno teve de ficar um curto período na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINeo), para ficar em observação. A prematuridade pode ocasionar problemas para a criança se alimentar, nos primeiros dias de vida. Com a vinda antecipada do filho, a professora precisou de auxílio para melhorar a produção de leite. Por conta disso, Keila recebeu ajuda do Banco de Leite Humano com técnicas para estimular uma maior produção de leite e alimentar o filho. Ela conta que, atualmente, o bebê já consegue sugar o alimento do peito sozinho e está evoluindo dia a dia.
“Com o leite é que ele está se desenvolvendo mesmo, é que ele está ganhando força, energia. E está sendo muito importante ter o banco de leite humano aqui. Então se não fosse o banco de leite humano aqui do hospital, com certeza, o meu filho não estaria se desenvolvendo do jeito que está. Porque o leite materno, como todo mundo sabe, é muito importante para a criança. A amamentação é recomendada até os dois anos ou mais e nos primeiros seis meses o leite materno tem todos os nutrientes suficientes para o bebê crescer e se desenvolver mais saudável.”
No estado do Maranhão existem quatro Bancos de Leite Humano que dão suporte para mães que possuem dúvidas para amamentar. Um deles está localizado na Universidade Federal, no hospital universitário. O coordenador do local, Christyann Lima, comenta que o leite materno é fundamental para que este bebê não tenha problemas de saúdes graves.
“Esse bebê prematuro precisa ainda mais do leite materno para ganhar peso e ficar protegido. As crianças prematuras, por terem ainda mais essas características, de ter esse estômago muito preservado, estéril, se a gente for oferecer um complemento nessa fase, eles podem desenvolver uma doença grave no estômago. , O leite materno é o único alimento que pode ajudar esses bebês a ficarem protegidos dessas doenças e a se recuperar melhor,para depois tirar a sonda de alimentação, e poder mamar no peito da mãe.”
Participe desta campanha você também. A não amamentação exclusiva por seis meses pode levar a criança a desenvolver doenças, como diarreias, problemas respiratórios e alergias. Em casos mais graves, até a morte. Se você, mãe, não está conseguindo amamentar corretamente o bebê, busque auxílio no Banco de Leite Humano ou outro serviço de saúde mais próximo de onde você mora. Lembre-se que amamentação é a base da vida.
#EuAmamento