LOC: Cantar sempre foi a diversão do indígena Ambrósio Cacau, de 51 anos, da etnia Gavião. No ano passado teve que se afastar das festas culturais da sua aldeia, no município de Amarante, no Maranhão, por ter contraído a Tuberculose pela segunda vez. A doença o deixou bastante fragilizado.
TEC/SONORA: Ambrósio Cacau, índio.
“Essa doença é coisa séria. Não brinca com ninguém, não.Deixa a gente fraquinho. Eu fiquei fraco e não fiz mais nada. Fiquei preocupado, fiquei triste e com medo de deixar minha família.”
LOC: Em 2016, o estado registrou 59 casos da doença nas comunidades indígenas. Este ano, em apenas três dias de campanha contra a Tuberculose, já são 170 casos suspeitos. As amostras estão em análiseno laboratório e, caso haja confirmação, os indígenas receberão suporte para fazer o tratamento, que é gratuito na rede pública. Segundo a coordenadora Estadualdo Programa de Controle da Tuberculose, Rosany Leandra Carvalho, o estado intensificou as ações nas comunidades. O desafio é fazer com que os indígenasnão abandonem o tratamento.
TEC/SONORA: Rosany LeandraCarvalho,coordenadora Estadualdo Programa de Controle da Tuberculose.
“Ainda tem a questão cultural, a questão social. Eles vivem num ambiente propício a ser infectado e desenvolver a doença. Hoje a gente tem o índice muito alto de abandono, mas muito pela questão de comorbidades. Isso acaba na verdade fazendo com que a gente tenha o abandono ainda maior do que aquele que é preconizado pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose.”
LOC: O Maranhão ocupa o 15º lugar no ranking dos estados com o maior índice da doença. Em 2016, foram diagnosticados 2.531 casos. A Tuberculose é uma doença contagiosa, transmitida pelo ar e que afeta os pulmões. Se a tosse persistir por mais de três semanas, acompanhada por outros sintomas, como cansaço excessivo; febre baixa e falta de apetite, procure um atendimento médico. A Tuberculose tem cura!Para mais informações sobre a doença, acesse saude.gov.br Ministério da Saúde, Governo Federal.